Guedes diz que Brasil pode crescer mais de 2% em 2020

FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira que a economia brasileira vai crescer o dobro em 2020. Segundo ele, o país atingirá uma taxa de crescimento maior que 2% no próximo ano. A previsão oficial do governo é de um crescimento de 2,17% no próximo ano e de 0,8% em 2019.

“Vamos recuperar a dinâmica de crescimento. Nós achamos que, no ano que vem, o ritmo de crescimento pode dobrar. Ano que vem, vamos crescer acima de 2%”, disse o ministro, em entrevista à TV Record. “O ano que vem vai ser bem melhor que este ano. Mas ainda não estamos falando de 3,5%, 4%. Nós achamos que, ano que vem, o Brasil pode crescer acima de 2%”, acrescentou.

O ministro afirmou ainda que o crescimento virá com a manutenção de fundamentos, “como impostos baixos”. Segundo ele, a manutenção desse programa poderá levar o que chama de aliança de centro-direita a “ficar mais tempo” no governo.

“Melhorar os fundamentos é a receita que hoje China, Índia, Paquistão, Sudeste Asiático, todos estão seguindo, de impostos mais baixos, crescimento acelerado, inserção nas cadeias globais de valor. Esse programa liberal-democrático que vamos seguir até o último dia do governo. O presidente Bolsonaro tem dado todo o apoio a isso. O mais provável é que a economia recupere essa dinâmica de crescimento. E que essa coalizão de centro-direita, de conservadores e liberais, consiga inclusive ficar mais tempo implementando esse programa na política brasileira.”

Guedes voltou afirmar que pretende fomentar a geração de empregos com a desoneração da folha de pagamentos das empresas. A proposta do governo era compensar essa redução de impostos com a criação de um tributo nos moldes da antiga CPMF. A proposta foi rejeitada pelo presidente Bolsonaro, o que levou à demissão do ex-secretário da Receita Marcos Cintra.

“Os encargos trabalhistas são os mais cruéis que o Brasil tem. Esses encargos trabalhistas são perversos, cruéis, esses impostos criaram desemprego em massa no Brasil. Estamos estudando alternativas.”

Fonte Época