Estados Unidos reabrem mercado para a carne bovina in natura do Brasil, diz ministério

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, anunciou nesta sexta-feira (21) que os Estados Unidos decidiram reabrir mercado para a carne bovina in natura produzida pelo Brasil.  Segundo o governo, os frigoríficos brasileiros poderão enviar o produto derivado de animais abatidos a partir de hoje. Antes da primeira remessa, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério (Dipoa) deve enviar uma lista atualizada de estabelecimentos certificados.  “Hoje recebemos com muita satisfação uma notícia esperada há muito tempo: a reabertura do mercado de carne bovina in natura do Brasil para os Estados Unidos. É uma ótima notícia, porque isso traz o reconhecimento da qualidade da carne brasileira por um mercado tão importante como o americano”, disse a ministra Tereza Cristina.

As exportações estavam suspensas desde junho de 2017, quando os americanos encontraram reações (abcessos) provocadas no rebanho pela vacina contra a febre aftosa, o que não é permitido. A autorização para venda de carne in natura para os Estados Unidos havia sido obtida em 2016 após 15 anos se limitando a vender apenas carne cozida.  Desde o embargo de 2016, o Ministério da Agricultura vem tentando acessar novamente o mercado americano, que é considerado um “selo de qualidade” para a carne. Isso significa que, ao atender aos requisitos dos Estados Unidos, o produto consegue uma entrada mais fácil em outros países.

No início do ano passado, o governo brasileiro estava animado com a possibilidade de reabertura, mas, em novembro, os americanos haviam mantido o veto à carne bovina in natura brasileira.  Agora, no comunicado encaminhado ao Ministério do Agricultura, o serviço de inspeção sanitária dos Estados Unidos disse que o Brasil corrigiu os problemas sistêmicos que levaram à suspensão e está restabelecendo a elegibilidade das exportações de carne bovina in natura para o país.  Além disso, o FSIS encerrará os casos pendentes de violação de pontos de entrada associado à suspensão de 2017. (G1)