Dólar sobe a R$ 5,76 e atinge valor mais alto desde maio; Ibovespa despenca 4%

 

Nesta quarta-feira (28), a forte onda de coronavírus nos Estados Unidos e na Europa preocupou investidores e os mercados globais tiveram quedas expressivas. Também pesou no sentimento do mercado o clima de incerteza antes das eleições presidenciais norte-americanas.

Com isso, o dólar disparou. A moeda avançou 1,42% ante o real e foi a R$ 5,7633, máxima de encerramento desde 15 de maio (R$ 5,8392). Isso porque, mais cedo, o Banco Central interveio e vendeu US$ 1 bilhão em moeda à vista, o que arrefeceu a pressão e ajudou o câmbio a perder força.

No pico do pregão, a moeda norte-americana foi a R$ 5,7933, maior nível intradiário desde 18 de maio, data em que chegou a superar a marca de R$ 5,80. Em 2020, a máxima (até o momento) é de R$ 5,887.

O pessimismo global também pôde ser percebido no Ibovespa. O índice teve recuo expressivo, de 4,25%, e foi para 95.6368,76 pontos. Na abertura, o Ibovespa tinha 99.597 pontos.

A queda generalizada fez o campo positivo deixar de existir no pregão de hoje. Papel algum conseguiu valorização diante do mau humor em todo o mundo. Nem mesmo as ações do Carrefour (CRFB3) operavam no campo positivo, mesmo após a empresa reportar números muito fortes no terceiro trimestre.

Com preocupações sobre medidas de isolamento social, os papéis ligados ao turismo tiveram as piores quedas. A Azul (AZUL4) teve desvalorização de 9,9% e a Gol (GOLL4) caiu 9,16%.

A quarta-feira tem agenda cheia de divulgações importantes. Bradesco (BBDC4), GPA (PCAR3) e Multiplan (MULT3) divulgam seus números, além de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) já no final do dia.

Bolsas internacionais

Em Wall Street, o clima não era diferente do observado aqui no Brasil. O avanço do novo coronavírus e incertezas sobre a eleição presidencial fizeram as bolsas cair.

O Dow Jones caiu 3,3%, enquanto o S&P 500 recuou 3,17% e o Nasdaq teve queda de 3,4%.

As perdas na zona do euro também aceleraram, com o índice referencial STOXX 600 caindo ao menor nível desde o final de maio por temores de um novo lockdown na França e restrições mais rigorosas em outros países.

O mercado acionário da China fechou em alta pelo segundo dia seguido nesta quarta-feira (28), com ganhos nas ações de consumo e saúde. O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,81%, enquanto o índice de Xangai teve ganho de 0,46%.

Fonte: CNN