Black Friday deve ter aumento de 6% nas vendas este ano, estima CNC

Mesmo com a pandemia, o varejo em geral vem demonstrando otimismo com o desempenho do setor na Black Friday em 2020. De acordo com uma estimativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a data deverá movimentar, este ano, R$ 3,74 bilhões em faturamento: um aumento de 6% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o valor de vendas atingido foi de R$ 3,67 bi – sendo descontada a inflação, o crescimento real das vendas deverá ser de quase 2%.

Muito dessa boa expectativa deve-se ao comércio eletrônico que, desde o início da pandemia do novo coronavírus, como determinante para que esta seja a primeira data do varejo a registrar crescimento real em 2020. Segundo dados de uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com empresas de consultoria no setor, a expectativa para a Black Friday deste ano é de crescimento de 77% em faturamento e vendas, em comparação com o mesmo período no ano passado. No caso da CNC, a projeção é menor: 61,4%. Por outro lado, com relação às lojas físicas, o desempenho deve ser mais tímido, de 1,1% em relação a 2019.

Além disso, dados da Receita Federal apontam que, de março a setembro deste ano, o faturamento real do e-commerce cresceu 45%, em comparação com igual período de 2019, e a quantidade de pedidos mais que dobrou (+110%). “Em 2020, mais do que em qualquer outra edição, a Black Friday deverá expor a diferença de desempenho entre as lojas físicas e as lojas on-line”, afirma o presidente da CNC, José Roberto Tadros, ressaltando a facilidade de comparação de preços on-line em uma data comemorativa caracterizada pelo forte apelo às promoções.

De acordo com a entidade, o segmento de eletroeletrônicos e utilidades domésticas deverá ser o principal destaque entre os ramos que já aderiram à data, com previsão de movimentação financeira de R$ 1,022 bilhão. Em seguida, deverão sobressair os volumes de receita gerados pelos segmentos de hipermercados e supermercados (R$ 916,9 milhões) e de móveis e eletrodomésticos (R$ 853,4 milhões).

DESCONTOS

Assim como no ano passado, a CNC traz uma projeção dos itens que apresentam maior potencial de descontos efetivos durante a Black Friday. De acordo com o estudo da Confederação, os produtos com mais chances de desconto efetivo são, em ordem decrescente: consoles de videogame (-19%); notebooks (-17%); games para PC (-14%); calças masculinas (-13%); e aspiradores de pó (-11%). “Por outro lado, as chances de desconto efetivo em bicicletas e colchões, por exemplo, são mais reduzidas”, explicou Fabio Bentes, economista da CNC responsável pelo estudo.

Na contramão, joysticks (+15%), camisas de time de futebol (+17%), colchões (+21%) e bicicletas (+22%), estão entre os itens que deve ficar mais caros neste período. Para chegar ao resultado, a CNC coletou, diariamente, mais de dois mil preços de produtos ao longo dos últimos 40 dias – encerrados em 15 de novembro.

Fonte: Tribuna da Bahia




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