Dólar cai para R$ 5,65 e tem maior queda diária desde fim de janeiro

A street hawker counts dollar bills in a street of Caracas on November 19, 2019. – Venezuela’s President Nicolas Maduro has been forced to loosen exchange controls and the prevailing prices during the 20 years of Chavism, due to lack of liquidity, collapse of the oil production and US sanctions. (Photo by Federico PARRA / AFP)

Influenciado pelo mercado doméstico e internacional, o dólar teve a maior queda diária desde o fim de janeiro e voltou a fechar abaixo de R$ 5,70. A bolsa de valores teve um dia de recuperação e aproximou-se dos 113 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (10) vendido a R$ 5,652, com recuo de R$ 0,145 (-2,5%). A cotação chegou a operar em alta nos primeiros minutos de negociação, mas passou a cair de forma consistente, até fechar próxima da mínima do dia. A divisa teve a maior queda diária desde 26 de janeiro, quando tinha caído 2,8%.

No mercado de ações, a bolsa teve um dia de ganhos. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 112.764 pontos, com alta de 1,29%. O indicador abriu com ganhos, registrou momentos de queda no início da tarde, mas consolidou a tendência de alta perto do fim das negociações, influenciado pelo Brasil e pelo exterior.

No Brasil, o avanço da votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial animou os mercados. O texto-base foi aprovado hoje de madrugada pelos deputados, com os destaques sendo discutidos ao longo desta quarta-feira. A proposta permite a recriação do auxílio emergencial com corte de gastos obrigatórios no médio e no longo prazos como contrapartida.

As intervenções do Banco Central (BC) no mercado de câmbio contribuíram para a queda do dólar. Hoje, a autoridade monetária vendeu US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial (que equivalem à venda de dólares no mercado futuro) e leiloou US$ 405 milhões das reservas cambiais no mercado à vista.

No exterior, o dia foi marcado pela euforia com a aprovação final do pacote de ajuda de US$ 1,9 trilhão pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos. A medida, que agora será sancionada pelo presidente Joe Biden, permitirá a injeção de dólares na economia global, pressionando para baixo a cotação da moeda norte-americana e estimulando a recuperação da maior economia do planeta da crise gerada pela pandemia de covid-19.

Fonte: Agência Brasil