XVI Enecult acontece entre os dias 15 e 18 de de setembro com programação gratuita e online

Considerado o maior encontro internacional de estudos de cultura do Brasil, o XVI Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (Enecult) vai se adaptar às dinâmicas de distanciamento social por causa da pandemia do novo coronavírus. O evento vai ter programação gratuita e online entre os dias 15 e 18 de setembro.

O tema do Enecult deste ano será “Cultura é Vida”. O evento vai contar com transmissões online das mesas e atrações culturais, todas abertas ao público, através do site do Enecult, no canal do YouTube e página no Facebook. Para as pessoas que desejarem certificação nas atividades, as inscrições são gratuitas, e estão disponíveis no site até o dia 18 de setembro.

A conferência de abertura “Brasil hoje, Cultura e Universidade” será no dia 15 de setembro, terça-feira, das 9h30 às 11h, com a participação de Paulo Miguez, vice-reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e pesquisador na área de economia da cultura, com mediação de Lynn Alves, professora do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC/UFBA) e faz parte da coordenação do CULT.

Com experiência como Secretário de Políticas Culturais do extinto Ministério da Cultura, dos anos de 2003 a 2005, Miguez fará um panorama sobre as relações da cultura e universidade no Brasil nos dias de hoje.

Como parte da programação de abertura, também no dia 15, das 11h às 12h, as pesquisadoras Angela Andrade e Sophia Rocha, ambas integrantes do CULT, apresentarão o “Mapeamento Cultural da Ufba”, coordenado pelo professor e pesquisador Albino Rubim. A experiência sistematizou, em produtos, o conhecimento de como a cultura perpassa toda universidade, tomando o ano de 2019 como exemplo. Neste encontro, será lançado um site que inclui textos, dados e materiais audiovisuais.

Programação das mesas online

As mesas de debates da Enecult contam com pesquisadores de diversas partes do Brasil e do mundo, e abrangem temas que vão desde os impactos da Covid-19 na economia criativa às atuais disputas político-culturais no Brasil, passando pelas culturas da infância e isolamento social de crianças, os “ciberfeminismos 3.0”, além da etnocomunicação e estratégias de proteção às populações indígenas, e moda e pandemia, por exemplo.

Nomes de intensa produção acadêmica participam do Enecult, a exemplo de Lucia Santaella, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que estará na mesa “Os Processos de Semioses das Fake News”, em 16 de setembro, quarta-feira, das 14h às 16h, ao lado de Ronaldo Henn (UniSinos), Renata Gomes (UFRB) e Lidiane Pinheiro (UNEB).

Além disso, profissionais que atuam em instituições culturais, como a atriz Inês Peixoto, do Grupo Galpão, e a historiadora Rosana Miziara, do Museu da Pessoa, também participarão dos debates online. Elas estarãoao lado do professor José Márcio Barros, do Observatório da Diversidade Cultural (ODC), na mesa “Diversidade cultural e polifonia de narrativas”, dia 17 de setembro, quinta-feira, das 14h às 16h.

Na mesma quinta, às 19h, a mesa “Coleção Cult” apresenta a trajetória, números, processos de criação e publicação da Coleção CULT, composta por obras marcantes para o debate das políticas e expressões culturais, ao longo dos últimos treze anos.

O encontro online conta com a participação de professores da UFBA: Flávia Rosa, Leandro Colling, Linda Rubim e Gissele Nussbaumer, sob coordenação de Albino Rubim. A programação detalhada de todas mesas do evento pode ser conferida no site do evento.

Lançamento de livros e mostra audiovisual

Nesta edição online, o XVI Enecult, em parceria com a EDUFBA e a Associação Brasileira de Editoras (ABEU), vai contar com o lançamento de 10 títulos, com descontos, e, inclusive, ebook gratuito.

Na lista, estão obras como “A construção da notícia: interseções entre jornalismo e comunicação estratégica”, de Claudiane Carvalho; “Lampião em cena: criatividade na cultura visual do cangaço”, de Germana de Araújo; e “Tropifagia – Comendo o país tropical”, de Thiago Pondé e Aline de Carvalho. As obras serão publicadas em uma das páginas do evento.

A grade de atrações também vai contar com uma mostra com produções audiovisuais, em parceria com a Fundação Gregório de Mattos (FGM), que ficarão disponíveis, gratuitamente, no canal do Enecult no YouTube das 8h de terça-feira, 15 de setembro, até 0h do dia 18, sexta.

Compõem a programação a série “O Samba que Mora Aqui”, dirigido por Vitor Rocha; o filme “Ritos de Passagem”, com direção de Chico Liberato; os documentários “Balizando 2 de Julho”, de Fabíola Aquino e Márcio Lima, e “Orin – Música para os Orixás”, dirigido por Henrique Duarte.

No dia 16 de setembro, quarta-feira, às 19h, o filósofo e cantor Tiganá Santana vai apresentar a aula-show “Transtemporalidade, tecnologias e arte-feitiço negras”.

Instrumentista, poeta, produtor musical, diretor artístico, curador, professor e tradutor, Tiganá tomou posse como professor do IHAC/UFBA, além de atuar como pesquisador no Instituto de Estudos Brasileiros da USP. Seus estudos voltam-se, principalmente, para as línguas, linguagens e cosmologias africanas, dando ênfase às línguas-cultura bantu. Ele foi o primeiro compositor da história fonográfica brasileira a apresentar, como compositor e intérprete, um álbum musical em línguas africanas.

“Salvador Escravista” encerra evento

A mesa “Salvador Escravista e as políticas de memória da escravidão” acontecerá no dia 18 de setembro, sexta-feira, às 19h, como encerramento da 16ª edição, e debaterá este passado ainda presente. A transmissão ao vivo apresentará o projeto “Salvador Escravista” e contará com as presenças dos professores e pesquisadores Cândido Domingues (UNEB), Iacy Mata (UFBA) e Luciana Brito (UFRB), sob coordenação de Carlos Silva Jr. (UEFS).

Fonte: G1




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