Mãe reencontra filha dada como morta após incêndio nos EUA seis anos depois

Caso ganhou repercussão internacional e é tema de episódio do podcast Que História, da BBC News Brasil.

Uma mãe nos Estados Unidos reencontrou a filha que havia sido dada como morta em um incêndio seis anos antes. O caso, que ganhou grande repercussão nos anos 2000, é tema de um episódio do podcast Que História, da BBC News Brasil, disponível em plataformas como YouTube, Spotify, Amazon Music, Apple Podcasts e Deezer.

Foto: ARQUIVO PESSOAL CEDIDO AO PROGRAMA OUTLOOK DA BBC

O incêndio aconteceu na noite de 15 de dezembro de 1997, na casa de Luz Cuevas e Pedro Vera, na Filadélfia. O casal vivia com dois filhos pequenos e a bebê recém-nascida Delimar Vera, de apenas dez dias, que dormia em um quarto no andar de cima. Segundo os bombeiros, o fogo teria sido causado por uma fiação elétrica defeituosa. Nenhum vestígio do corpo da criança foi encontrado, e os relatórios indicaram que a bebê teria sido totalmente consumida pelas chamas.

Seis anos depois, em janeiro de 2004, Luz Cuevas compareceu a uma festa infantil e notou uma menina com as mesmas covinhas da filha. Intrigada, ela se aproximou da criança e, sob o pretexto de retirar um chiclete do cabelo, colheu discretamente fios para análise de DNA. Os resultados confirmaram que a menina era Delimar, que havia sido sequestrada e criada com outro nome — Aaliyah — por uma mulher identificada como Carolyn.

A menina, então com seis anos, contou em entrevista ao programa Outlook, da BBC, como era sua vida antes da revelação. Disse que acreditava que Carolyn era sua mãe, com quem morava junto aos três irmãos mais velhos. “Ia para a escola, fazia aulas de modelo infantil, participava de audições e sessões de fotos”, afirmou. Ela também descreveu a rotina com a suposta mãe e os irmãos: “Aos domingos fazíamos um pequeno show e eu me apresentava e dançava”.

Segundo o G1, a história começou a mudar após o encontro na festa. A criança relatou que, após o contato com Luz Cuevas, Carolyn reagiu de forma alarmada: “Ela disse: ‘Temos que ir, tem uma mulher má que quer tirar você de mim’”.

Pouco depois, Delimar foi levada por Carolyn a um centro médico, onde foi submetida a um teste de DNA. A menina relatou que, antes da coleta, Carolyn borrifava um líquido em sua boca e pedia que não engolisse, numa tentativa de atrapalhar o exame. Ainda assim, o teste confirmou a verdadeira identidade da criança.

Com a comprovação da identidade, Delimar Vera foi devolvida à sua família biológica. O caso foi registrado como sequestro e Carolyn foi responsabilizada judicialmente.