
Uma auditoria interna revelou que o sistema de segurança do Museu do Louvre, em Paris, operava com a senha “Louvre”, considerada “trivially insecure” (trivialmente insegura) pela Agência Nacional de Segurança de Sistemas de Informação da França (ANSSI). A descoberta expõe uma série de falhas graves nos protocolos de acesso de uma das instituições culturais mais prestigiadas do mundo.
O relatório também apontou que softwares utilizados no monitoramento estavam desatualizados e que a cobertura das câmeras externas era insuficiente, deixando áreas sensíveis do museu vulneráveis. As falhas persistiram mesmo após alertas anteriores e contribuíram para um episódio que abalou a credibilidade da instituição: o roubo de joias imperiais avaliadas em dezenas de milhões de euros.
Segundo os auditores, a combinação de gestão negligente, sistemas ultrapassados e práticas de segurança arcaicas transformou o Louvre em um alvo fácil, em um momento em que museus e instituições culturais enfrentam riscos crescentes de ataques físicos e cibernéticos.
Ainda não há informações detalhadas sobre a investigação do roubo, mas autoridades francesas confirmaram que análises internas continuam para apurar responsabilidades e reforçar os sistemas de proteção.



