Argentinos protestam contra reforma trabalhista de Milei e atos terminam em confronto

Manifestação convocada por sindicatos reuniu milhares em Buenos Aires e teve repressão policial em frente ao Congresso

Imagem: reprodução/ CNN

Milhares de trabalhadores argentinos foram às ruas de Buenos Aires, nesta quarta-feira, para protestar contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei. A mobilização, convocada por sindicatos, concentrou-se nas imediações do Congresso Nacional e foi marcada por forte tensão política e social.

O ato teve início de forma majoritariamente pacífica. No entanto, confrontos foram registrados no centro da capital quando manifestantes entraram em choque com as forças de segurança. A polícia respondeu com o uso de gás lacrimogêneo, jatos d’água e balas de borracha. Segundo informações preliminares, houve pessoas detidas e feridas durante a repressão.

A reforma trabalhista está no centro da polêmica por prever a possibilidade de jornadas de até 12 horas, mediante acordos flexíveis, além de reduzir indenizações por demissão, limitar o alcance das greves e permitir formas alternativas de pagamento, como moeda estrangeira ou benefícios como alimentação e moradia.

Para os sindicatos, as mudanças representam a perda de direitos históricos e a precarização das condições de trabalho. Já o governo argentino afirma que as medidas são necessárias para flexibilizar o mercado de trabalho, reduzir custos para empregadores e estimular a geração de empregos formais.