Doria critica Bolsonaro, mas diz que “antipetismo” será predominante na campanha

Doria afirma que testou positivo para a Covid-19 pela 2ª vez
Foto: Divulgação/GESP

O governador de São Paulo, João Doria, criticou, nesta segunda-feira (20/9), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e os governos do PT, dando o tom da sua campanha eleitoral.

“Os tempos são de retrocesso. Retrocesso institucional, democrático, econômico, ambiental, social, político e moral. Nossas instituições têm sido atacadas, mas dão provas de independência e coragem, ao defenderem o que temos de mais sagrado: respeito à Constituição, ao Estado Democrático de Direito, com eleições livres, diretas e com voto eletrônico”, declarou Doria.

A declaração foi concedida logo após Doria oficializar a inscrição da sua candidatura à Presidência da República nas prévias do PSDB, em Brasília.

“Infelizmente, os anos que se seguiram com os governos de Lula e Dilma representaram a captura do Estado pelo maior esquema de corrupção do qual se tem notícia na história do país. Fazer políticas públicas para os mais pobres não dá direito a quem quer que seja de roubar o dinheiro público. Os fins não justificam os meios”, afirmou ele, acrescentando que “o antipetismo será predominante em sua campanha”.

O tucano disse que, desde a redemocratização, o PSDB foi o partido que colocou o país na rota do desenvolvimento. Doria destacou os oito anos do governo FHC, com “a consolidação do Plano Real, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Lei dos Genéricos, da criação e dos avanços dos programas sociais que deram origem ao Bolsa Família”. “Nos orgulhamos da defesa incessante da democracia”, frisou.

“Acredito no PSDB, o partido do Plano Real e da vacina, e acredito no Brasil. Unidos venceremos a corrupção e a incompetência. Venceremos as trevas e o negacionismo. Vamos juntos unir o Brasil e os brasileiros”, completou.

Doria deve disputar a eleição interna do partido com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. O primeiro turno do pleito ocorre em 21 de novembro e o segundo, em 28 de novembro. O governador paulista disse que o vencedor das prévias não será apenas o candidato da terceiro via, mas o da “melhor via” e reafirmou que, se vencer a eleição interna, terá uma mulher como vice.