Mourão sobre Pedro Guimarães; “Na parte moral, falhou. E falhou feio”

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                                                                          Foto : Agência Brasil

O ex-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) foi o primeiro do governo Bolsonaro a se manifestar sobre o caso de assédio envolvendo o ex-presidente da Caixa Econômica, Pedro Guimarães.

“Em termos operacionais, o trabalho do Pedro foi muito bom, e a Caixa avançou bastante ao longo desses anos, mas, lamentavelmente, falhou nessa parte moral. E falhou feio”, disse Mourão, na chegada ao Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (1/7).

De acordo com o Metrópoles, o general ainda ressaltou sua experiência militar, ao pontuar que o assédio, a qualquer subordinado que seja, é inadmissível.

“Eu sou militar. [Tenho] 46 anos dentro das Forças Armadas, que é onde a gente atua dentro de honra, lealdade integridade e probidade. Então, qualquer tipo de assédio que é feito por superior sobre um subordinado é uma das piores coisas que pode acontecer. Isso não concordo em hipótese alguma. Ao longo da minha vida, se algum subordinado não tava atuando bem, eu sempre o chamei e procurei corrigir e nunca assediá-lo. […]”, disse.

O general ainda saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro (PL), quanto à omissão de demitir o ex-presidente da estatal imediatamente. Para Mourão, o mandatário não deve ter se contentado com a argumentação de Guimarães e pediu para que ele mesmo se demitisse, como ocorreu.

“Quando você recebe qualquer denúncia, você primeiro chama a pessoa, conversa com ela, ouve o lado dela. É o famoso ‘contraditório e ampla defesa’. A partir do momento que eu acho que as justificativas que o Pedro deu ao presidente não foram aquelas que ele julgava pertinentes, o presidente deve ter dito pra ele: ‘por favor, peça pra sair’. Acho que foi isso que aconteceu”, sugeriu Mourão.

“Não é simples você trabalhar com pessoas, você tem que saber quais são os limites, principalmente quando você é chefe, né. Até onde você pode ter um determinado relacionamento ou relação com seus subordinados, seja ele homem ou mulher. Então isso é uma questão de bom senso e todas as empresas hoje elas tem um decálogo em relação a esse comportamento que as pessoas têm que ter. Então, acho que é um episódio só, nada mais que isso”, finalizou.

 

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