
O subprocurador-geral da República, Carlos Frederico Santos, pediu demissão do cargo de coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos e da assessoria jurídica criminal no Superior Tribunal de Justiça. A saída foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (18).
Com a saída de Carlos, ele deixará de atuar nas investigações referentes ao 8 de Janeiro de 2021, quando ocorreram ataques ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal. Até o momento, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou 1.413 pessoas pelos atos extremistas.
Representando a PGR, Carlos foi o responsável por pedir ao STF para que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse incluído nas investigações sobre os atos antidemocráticos. O subprocurador afirmou que apurações de atos de Bolsonaro praticados antes e depois de 8 de Janeiro eram justificadas.
Além de sair do grupo que trata dos inquéritos do 8 de Janeiro, Carlos também entregou o cargo de coordenador da assessoria jurídica criminal no STJ. Ele deixa as investigações que tramitam no tribunal, como a do ex-jogador de futebol Robinho, acusado de estupro, e o caso do espião russo que se passava por brasileiro nos Estados Unidos.
A saída de Carlos é considerada normal com a chegada do novo procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A titularidade das ações do órgão é de responsabilidade do procurador-geral e, dessa forma, a escolha de quem ficará com o cargo será de Gonet.




