O prefeito Ednaldo Ribeiro (Republicanos) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), demonstraram aproximação política e reforçaram que o diálogo entre esferas administrativas está acima das disputas partidárias. A conversa entre os dois líderes, acompanhada pela imprensa, revelou gestos de cooperação institucional que podem indicar um reposicionamento político local para as eleições de 2026.

Questionado sobre uma possível aliança com Jerônimo, o prefeito Ednaldo afirmou que ainda não houve discussão formal sobre apoios políticos, mas reconheceu o apoio do Governo do Estado à cidade:
“Ele está vindo dar apoio a Cruz das Almas. Essa relação é importante para Cruz das Almas, para o governador e para mim. Os aliados sabem disso, temos conversado. A eleição é no próximo ano, e o governador tem feito pela Bahia”, declarou o prefeito.
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Ednaldo citou ações do governo estadual na cidade, como investimentos em saúde e infraestrutura, destacando a estrada que liga a UFRB à comunidade da Sapucaia, além de obras de pavimentação viabilizadas com apoio de deputados como Adolfo Viana, Newtinho e Paulo Magalhães.
“Importante eu dizer isso. A relação é essa: discutir, mostrar quem realmente está fazendo, e a gente vai debater isso no próximo ano”, completou.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de apoio político, o prefeito não descartou.
“Nada é impossível, né? Nada é impossível. Aqui eu estou dizendo a vocês que o gesto que o governador tem feito por Cruz das Almas tem sido muito importante para a nossa administração”, disse.
O governador Jerônimo Rodrigues, por sua vez, reforçou a necessidade de romper com posturas radicais.
“Às vezes, os extremos não ajudam a política, nem os extremos que me apoiam, nem os que apoiam ele. A gente tem que dialogar em prol de cuidar do povo. Alguém é contra que o governador, com deputados federais e estaduais, senadores, tragam investimentos para Cruz das Almas?”, questionou o petista.
Jerônimo também rechaçou qualquer postura de retaliação a prefeitos que não o apoiaram eleitoralmente.
“Todas as vezes que a gente ameaça e diz assim, eu vou dar um castigo naquele prefeito porque não votou em mim, o prefeito vai sim sofrer um castigo, vai ficar machucado porque não vai poder fazer as coisas, mas quem mais sofre com isso é o povo, principalmente os que mais precisam de estradas, de água, de pavimentaçã”, concluiu.




