
O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), apresentou uma nova denúncia contra o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha. Ele é acusado de seguir liderando uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana, mesmo após a deflagração da Operação El Patrón e o recebimento de denúncia anterior.
Segundo o MP-BA, o grupo é suspeito de extorsão, receptação qualificada, agiotagem e lavagem de dinheiro proveniente do jogo do bicho. De acordo com a denúncia, a organização, que atua há mais de uma década, possui características milicianas e utilizava “laranjas” para movimentar recursos e ocultar patrimônio.
Além de Binho Galinha, também foram denunciados sua esposa, Mayana Cerqueira, o filho, João Guilherme Cerqueira, um assessor e outras dez pessoas. O deputado, segundo as investigações, continuou comandando os negócios ilícitos “em flagrante desrespeito às medidas cautelares impostas anteriormente”.
O MP-BA afirma que o parlamentar contou com o apoio da companheira e do filho para manter atividades de jogo do bicho, agiotagem e lavagem de dinheiro, além da destruição de provas durante as investigações. Conversas interceptadas pela Polícia Federal apontam que operadores financeiros do grupo dividiam valores arrecadados ilegalmente e repassavam a maior parte ao deputado.
Em uma das transações mencionadas, de R$ 160 mil, cerca de R$ 155 mil teriam sido destinados a Binho Galinha. O parlamentar foi preso no dia 3 de outubro, dois dias após ser considerado foragido da Justiça.




