
O presidente da Câmara de Vereadores de Santo Antônio de Jesus, Caique Barbosa, afirmou que a pré-candidatura do empresário Ditinho Lemos a deputado federal é consenso dentro do grupo político que atua no município. A declaração foi dada em entrevista ao radialista Léo Valente, durante o programa Levante a Voz, da Rádio Andaiá FM, em meio às recentes discussões sobre o cenário político local.
Segundo Caique Barbosa, a decisão não foi tomada de forma individual, mas construída a partir do diálogo com vereadores, secretários, prefeitos, ex-prefeitos e diversas lideranças regionais. “Não é apenas apoiar, é construir junto”, afirmou o presidente do Legislativo, ao ressaltar que o grupo adota um modelo coletivo de tomada de decisões e evita transformar divergências internas em disputas públicas.
Durante a entrevista, Caique destacou que a análise levou em consideração a capacidade de representação regional e o impacto que um mandato federal pode gerar para Santo Antônio de Jesus e para o Recôncavo baiano. Para ele, a dimensão política de um deputado federal é determinante para atrair investimentos e impulsionar o desenvolvimento regional. “A gente analisa quem melhor representa os interesses da nossa região”, disse.
O presidente da Câmara reconheceu ainda que a mudança de posicionamento, já que Ditinho era inicialmente cotado para disputar outro cargo, gerou inquietações naturais dentro do grupo. No entanto, após avaliações políticas e cálculos eleitorais, foi entendido que há viabilidade para a disputa federal. De acordo com Caique, o projeto político já conta com apoio em cerca de 50 municípios, com expectativa de votação em grande parte do estado.
Caique Barbosa também afirmou que o grupo respeita outras candidaturas e o momento vivido por diferentes lideranças políticas, mas defendeu que as decisões não podem ser pautadas por heranças políticas ou interesses familiares. “Não podemos colocar Santo Antônio de Jesus em segundo plano”, pontuou.
Caique reforçou ainda que a construção da pré-candidatura tem como foco o coletivo. Segundo ele, a iniciativa é mais relevante para a cidade e para a região do que para o próprio pré-candidato. “Quem ganha com isso é o povo. A política precisa ser instrumento de desenvolvimento”, concluiu.




