SAJ: Vítima do duplo homicídio havia denunciado agressor, “Minha irmã deu queixa, teve a proteção de 500m de distância, mas não adiantou nada”

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No dia 25 de novembro foi declarado o dia internacional da não violência contra a mulher, um problema que tem se agravado ao longo dos anos. No mês de abril de 2016 em Santo Antônio de Jesus, a morte de duas mulheres chocou o estado da Bahia. Ana Lúcia Santos Ribeiros, 54 anos, mãe de Daniela Sabrina Ribeiro, 22 anos, foram assassinadas por um homem conhecido como Edinho Pintor que já está preso. Ana Célia, irmã de Ana Lúcia presenciou toda a cena e relatou que ia ser morta também, mas a arma do assassino falhou. “Ele bateu nas duas, tentou me matar, mas o revólver falhou. Pegou a criança no colo e disse que ia matar, mas na hora minha sobrinha acordou e foi defender a filha, ele deu o tiro na testa. Já minha irmã ouviu o barulho da polícia do lado de fora e levantou, ele deu o tiro fatal. Ele sempre dizia que ela ia sentir na pele o que ela fez com ele, disse. Muito triste com a tragédia que afetou sua família, Ana Célia esteve na manifestação na última sexta-feira (25) no centro de Santo Antônio de Jesus. “Pra mim é muito triste, mas pelo menos estou vendo que as pessoas estão se manifestando em busca de justiça. Foi uma tragédia que aconteceu na minha família, é muito doloroso. Elas vão ficar para sempre em meu coração, jamais vou esquecê-las e vou lutar para que a justiça seja feita”, frisou.  Ana Lúcia já havia registrado denúncias contra o agressor que a ameava constantemente e como proteção da justiça, Edinho Pintor teria que ficar 500m de distância dela. Mas, a história teve outro final. “Eu não acreditaria que isso ia acontecer, mas previa sim porque ele vivia ameaçando ela. Ela foi registrar uma queixa, teve a proteção de 500m, mas todo dia ele ia lá ameaçar ela, já pulou o muro com um facão para ameaçá-la e toda vez ela chamava a polícia. Quando ele entrou naquele dia eu achei que estava sonhando, eu não acreditei. Minha irmã deu queixa, mas faltou proteção. 500m não adiantou em nada, a gente ligava para a polícia, mas não adiantou”, pontuou.

 

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