1º Seminário sobre Abate Clandestino e Meio Ambiente é realizado em Santo Antônio de Jesus

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Foi realizado nesta terça-feira, 23, em Santo Antônio de Jesus, o 1º Seminário sobre Abate Clandestino e Meio Ambiente. O evento, que aconteceu no auditório da empresa Frigosaj, reuniu representantes de diversos órgãos públicos, dentre eles, a Vigilância Sanitária, Ministério Público, Polícia Militar e Civil, Sindicatos e representantes da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia – ADAB.

O principal objetivo é conscientizar empresários e consumidores sobre a importância de fiscalizar a circulação da carne desde o abate até chegar aos pontos de venda, proporcionando a preservação do meio ambiente.

O abate clandestino tem crescido na região do Recôncavo, representando um dos principais fatores de risco à saúde pública.  Facilitando o contato entre alimento e agentes infecciosos e parasitários. A prática é considerada crime, uma vez que não apenas fere a conduta de comércio, como coloca em risco a vida do consumidor. “Temos que fazer alguma coisa para que a população tenha de fato a opção de consumir uma carne de qualidade, uma carne que não esteja contaminada, nem com tuberculose, cisticercose, brucelose ou outras doenças que afetam os animais e transmite para os serem humanos. Nessa luta precisamos do apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil”, afirmou o promotor Julimar Barreto, da promotoria de Santo Antônio de Jesus.

Para o coordenador da Vigilância Sanitária de Santo Antônio de Jesus, Joan Paulo, o seminário assume o importante papel de alertar a população para os riscos causados pelo abate clandestino. Ele afirma que a ação está sendo realizada junto às fiscalizações em açougues e pontos de venda da cidade, se estendendo aos trailers de lanches do município. “Nós passamos a fazer o recadastramento de todos os açougues da cidade para uma ação de educação e saúde, orientando em relação aos problemas causados pelo abate clandestino, sobre a forma de armazenamento da carne e da manipulação”, afirmou.

Segundo diretor de Inspeção da ADAB, José Ramos, este é um trabalho de inteligência realizado em parceria com órgãos como a Polícia Militar, Civil e Rodoviária. “Não é somente ter uma distribuição de produtos fiscalizados, entendemos que o ponto de venda também é outro elo dessa cadeia extremamente importante, porque você vai ter que ter um produto em condições ideais para que ele não sofra qualquer alteração na sua composição e não esteja exposto a insetos e roedores”, enfatizou.

A Bahia foi um dos três primeiros Estados a aderir ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI). Esse sistema permite aos serviços de inspeção Estadual e Municipal, ampliando o comércio interestadual de produtos de origem animal da Bahia nas diversas escalas de produção em todo o país.