
A Prefeitura de Santo Antônio de Jesus anuncia a prorrogação do pregão eletrônico para aquisição dos medicamentos Cloroquina e Hidroxicloroquina. O edital foi publicado nesta segunda-feira (13), no Diário Oficial. Os medicamentos visam combater o Covid-19 no município. A nossa sessão pública foi adiada para sexta-feira (17), às 14h.
A prefeitura de Salvador também comprou o medicamento chamado Claritromicina para ajudar no tratamento de pacientes com coronavírus, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o Diário Oficial de ontem (14), o Executivo municipal gastou R$ 254 mil na compra de dois tipos do remédio: 250mg e 500mg.
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Polêmica
A utilização desses dois remédios com o mesmo componente básico – a cloroquina – suscitou debates em vários países, como a França e o Brasil. Até o momento, não há comprovação científica da eficácia desses medicamentos, mas houve casos de pessoas que se curaram após usarem o remédio.
A cloroquina é usada no tratamento da malária, da artrite reumatoide e da lúpus, e ganhou projeção mundial como possível solução nessa crise após a publicação de um estudo na França em meados de março, realizado pelo infectologista Didier Raoult, da Universidade de Medicina de Marselha.
Os resultados levaram líderes mundiais como o presidente americano, Donald Trump, e o brasileiro, Jair Bolsonaro, a defender com veemência o uso desse medicamento contra a covid-19.
Após muita pressão, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, anunciou, na terça-feira, a liberação da cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronavírus. O uso era até então restrito aos casos graves. Os médicos terão, no entanto, de assumir os riscos pela prescrição do remédio na fase inicial da doença. O professor francês autor do controverso estudo defende que o medicamento é mais eficaz no começo da doença.
No final de março, quando havia liberado o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para pacientes com formas graves da Covid-19, o ministério da Saúde alegou o chamado uso compassivo (por compaixão), afirmando que não há alternativa terapêutica para essas pessoas infectadas.
No estudo do professor Raoult, os pacientes contaminados receberam a hidroxicloroquina associada ao antibiótico azitromicina. Os resultados, embora considerados promissores, dividiram a comunidade científica em relação à possível eficácia do medicamento.
No Brasil, há dois estudos grandes sendo tocados. Um deles é coordenado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e reúne instituições de várias regiões do país. O outro é realizado em parceria pelos hospitais paulistanos Albert Einstein, Sírio-Libanês e o Hospital do Coração (HCor).
Resultados preliminares do estudo feito pela Fiocruz e pela Fundação Medicina Tropical com a cloroquina, divulgados na terça-feira, revelaram que a taxa de mortes de pacientes com covid-19 que receberam o medicamento é semelhante à dos que não o tomaram.
Os testes também mostraram que a dose maior de cloroquina administrada inicialmente nos pacientes provocou reações indesejadas, como arritmia e outras complicações. Eles receberão agora apenas a dose mais baixa prevista. O infectologista Marcos Lacerda, da Fiocruz, prevê que 440 pacientes sejam testados, o que deve levar de dois a três meses para obter conclusões científicas.
Nos Estados Unidos, um vasto estudo com a hidroxicloroquina foi lançado no final de março em Nova York, epicentro da Covid-19 no país, com mais de 4 mil mortos.(BBC)



