Enfermeira, professora da Facemp, fala ao Programa do Valente sobre importância da profissão

Dia 12 de maio é o Dia Internacional da Enfermagem,  profissão tão importante e necessária para o combate ao coronavírus no mundo “O enfermeiro é o profissional de nível universitário  que tem habilidades  técnicas para prescrição de  cuidados ele estuda durante cinco anos para para desempenhar seu papel baseado na ciência.  Todo trabalho do enfermeiro é baseado em teorias da enfermagem”, explicou  Núbia Passos, enfermeira obstetra , professora dos curso de Enfermagem e Fisioterapia da Facemp e coordenadora do curso de Pós- Graduação, em entrevista ao Programa do Valente nesta terça-feira, 12,

A data lembra e homenageia o nascimento da britânica Florence Nightingale uma pioneira da enfermagem moderna, que nasceu em 12 de maio de 1820. Nightingale foi uma jovem que se rebelou contra o papel submisso que as mulheres exerciam na sociedade de sua época, destinadas ao casamento e à maternidade. Por isso, ela se tornou enfermeira (profissão normalmente exercida por freiras). D No Brasil se comemora a semana de enfermagem. Dia 20 é o dia do do técnico de auxiliar de enfermagem, que é uma homenagem a enfermeira Ana Nery, natural da cidade de Cachoeira-Ba.

De acordo a enfermeira Núbia, o enfermeiro observa não apenas a doença, mas o contexto social , econômico e epidemiológico que está inserido, sendo isso um diferencial da profissão. “Não adianta saber todas as teorias, todas as técnicas, sem saber tocar uma alma humana, pois é preciso entender que o cuidado perpassa a humanização na assistência. Precisamos ter todo conhecimento científico, mas não adianta dominar a técnica, sem possuir a humanização”, salientou.

Ela lembrou que enfermeiro é um profissional liberal, podendo assim, atuar em diversas áreas da assistência ao paciente.

A profissional relatou que a equipe de Enfermagem são mais 60% da mão de obra da saúde no mundo. “Se pararmos, a saúde para”, salientou. Esse período de pandemia é um ano desafiador para os enfermeiros e equipe, pois estão na linha de frente no combate ao coronavírus. “É o momento de fortalecer nossa profissão. Não temos piso salarial, não temos carga horária estabelecida, que é uma luta da categoria há muito tempo. Estamos aproveitando esse momento e reivindicando, pois queremos as palmas, mas também o reconhecimento enquanto profissional. A gente não pode adoecer, se não, o sistema de saúde para”, afirmou.

Ela disse que o Brasil é o país em que mais profissionais de enfermagem morreram por conta do Covid-19. Isso por falta do uso adequado do Equipamento de Proteção Individual e por, muitas vezes, usar de forma inadequada e também pela sobrecarga de trabalho.