SAJ: Moradores e empresários das ruas Santo Antônio e Antônio Fraga ainda sofrem com alagamento de 2019; entenda

As  ruas Santo Antônio e Antônio Fraga, no Centro de Santo Antônio de Jesus, sofreram uma inundação com as fortes chuvas do dia 22 de março de 2019. Segundo relatos de moradores do bairro, tal enchente causou incontáveis prejuízos materiais e emocionais aos moradores e empresários dessas ruas.  Desde então, um grupo de moradores da área afetada vem dialogando com as autoridades, incluindo a Sra. secretária de obras e o Sr. prefeito do município, buscando soluções. “Sabe-se que o problema de inundações é antigo, mas também é sabido que as enchentes recentes revelaram a necessidade de uma obra estrutural relevante que amplie a rede pluvial porque a cidade cresceu, mas a estrutura subterrânea em grande parte permanece a mesma de 30 ou 40 anos atrás”,  diz uma carta  aberta, assinada por um grupo de moradores dos referidos bairros.
Eles ainda dizem que após reuniões com as autoridades, alguns reparos foram feitos, como o desentupimento de tubulações e limpezas de galerias, mas tais ações se mostraram insuficientes.
“Ao longo desse tempo, em diversos momentos, enchentes de menor intensidade foram registradas, como a do dia 12/03/2020, que durou apenas cerca de 5 minutos, mas acumulou água o suficiente para se sobrepor as calçadas e comprovar que o problema central continua: a vasão é pequena. Com isso, os moradores sequer puderam comprar novos móveis para substituir os que foram danificados, pois o pesadelo de outra inundação é eminente”, afirmam.
Os moradores relatam ainda que a maior preocupação  está sendo mesmo com a decisão da prefeitura municipal, que apesar de todos os inconvenientes relatados pelos cidadãos, afirmou que vai asfaltar ambas a ruas. “Se essa intenção se concretizar, podem ter certeza que vai potencializar em muito a incidência de alagamentos. As marcações topográficas para colocação do asfalto, inclusive, já estão postas nos lugares e a qualquer momento esse pesadelo vai aumentar”, pontuaram
 Os moradores deixam claro que não são contra o asfaltamento, mas , sim,  contra asfaltar sem antes fazer a obra estrutural necessária.
Segundo eles, empresas ameaçam sair do local, pessoas não podem fazer uma reforma em suas casas e nem sequer comprar um guarda-roupas.  Se já não bastasse o drama em que viviam pelos prejuízos tomados, somado as tensões causados pelo Pandemia da Covid-19, agora ainda temos que conviver com esse novo dilema. Tempos difíceis”, lamentaram. Ainda de acordo a nota, os moradores, recentemente,chegaram a fazer um Abaixo-assinado para entrar com uma Ação Cívil Pública, mas  devido a pandemia a Defensoria não deu importância para o caso.