
A fábrica de calçados Ramarim, localizada em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, anunciou, nesta terça-feira (26), o encerramento das atividades. Devido ao fechamento, relacionado à crise causada pela pandemia, há informações prévias de que mais de 300 funcionários foram demitidos. A indústria pertence a um grupo gaúcho e tinha sido instalada há apenas cinco anos.
A companhia também afirmou à SDE que há possibilidade de transferência de alguns funcionários para as duas unidades fabris de Jequié, onde será concentrada a produção da marca. A secretaria lamentou os desligamentos dos funcionários e disse que, numa perspectiva de melhoria do mercado pós-pandemia, será avaliada a possibilidade de retorno da operação na fábrica.
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Através de comunicado, o Grupo Ramarim escreveu: “Prosseguimos esperançosos e trabalhando forte, nos reinventando a cada dia, para que em breve um cenário de normalidade retorne a todos, podendo assim dar continuidade aos nossos planos de crescimento contínuo, como sempre foi nossa vocação ao longo de toda nossa história”.

Presidente do sindicato patronal do comércio varejista (Sincomsaj) da cidade, Herivaldo Bittencourt Nery comentou que a decisão acrescenta mais uma dificuldade para a economia santoantoniense. “Com certeza, vai fazer uma grande diferença para o município somada às tantas dificuldades que estamos enfrentando agora”, disse ele, recordando ainda a situação da fábrica de medicamentos Natulab, fechada pela justiça devido à ocorrência de casos de coronavírus em quatro operários da unidade.
O Grupo Ramarim foi fundado há quase 60 anos e está na Bahia desde 1997 produzindo calçados das marcas Ramarim e Comfortflex. Em 2012, metade de toda a produção do grupo era feita na Bahia. No seu site, a companhia se reivindica como uma das maiores maiores empresas calçadistas do Brasil, com vendas em mais de 60 países. Segundo eles, são mais de 50 mil pares de sapatos produzidos todos os dias, em 5 diferentes fábricas distribuídas pelo país.
*Correio




