Tremor de terra assusta moradores de SAJ, Laje, Amargosa e Vale do Jiquiriçá

Moradores de Santo Antônio de Jesus se assustaram com um tremor de terra que ocorreu no início da manhã deste domingo (30). Houve relatos de tremor em Laje, Mutuípe e Amargosa. Também houve relatos de estrondo na cidade de Santa Terezinha.

Em algumas cidades, o tremor durou cerca de 10 segundos e não houve dano material, apenas o susto. Em Amargosa, epicentro do tremor, o abalo foi sentido por três vezes, de acordo com relatos de moradores.

“Parecia que ia derrubar tudo, as panelas tremiam”, disse uma moradora .

Na cidade de Laje, o forte abalo foi sentido principalmente na zona rural do município. Além do tremor um forte estrondo foi ouvido por moradores. Em contato com o Blog do Valente, o vice-prefeito do município, George Leão disse que sentiu o tremor e ouviu relatos de moradores sobre o assunto. Em algumas casas, utensílios domésticos caíram e paredes balançaram.

“A vibração foi muito forte, foi algo que não estávamos acostumados. Muitas pessoas aqui no Entroncamento de Laje, o pânico tomou conta de algumas pessoas. Estamos assustados e temerosos. Nunca tínhamos sentido isso”.

Na cidade de São Miguel das Matas as janelas da prefeitura deve as vidraças quebradas e alguns estabelecimentos comerciais, prateleiras caíram.

Em 19 de agosto, as cidades de Cachoeira e São Felix sentiram um tremor de magnitude 1.6 na escala Richter, de acordo com Centro de Sismologia da USP.

O ambientalista João Dias, que faz parte do comitê da Bacia Hidrográfica da Bacia do Paraguaçu e do Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental de Pedra do Cavalo defende a necessidade de elaboração de planos de evacuação e segurança para a saída imediata de moradores, caso seja necessário em cidade do Recôncavo Baiano.

No final do mês de Julho, um terremoto de 3,5 de magnitude na escala Richter foi registrado no litoral sul da Bahia, na altura da cidade de Ilhéus. O tremor foi identificado por sismólogos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que fazem o monitoramento.

O coordenador do LabSis disse ainda que os terremotos podem ser sentidos no Brasil por causa da pressão das placas tectônicas, já que o país está no interior de uma delas.

“O Brasil, apesar de estar no interior de uma placa tectônica, não contém nenhuma área menos resistente aos tremores. Quando se começa a pressionar o continente, que o Brasil está sob pressão de leste para oeste, às vezes as falhas geológicas que estão nessas placas são reativadas. A explicação geral é de que eles acontecem como acontecem no interior da Bahia, no interior do Nordeste todo. São áreas que estão mais suscetíveis às pressões tectônicas e chegam ao ponto em que elas se rompem e essa energia que estava acumulada ela é liberada na forma de cismo e as pessoas percebem quando estão na superfície da terra, percebem as vibrações”, detalhou.