
Ouvimos, assustados, a notícia de uma nova variante no Reino Unido. Essa semana, o Brasil foi notificado sobre quatro pessoas que entraram no Japão vindas da Amazônia e que possuíam uma nova variante, a linhagem B.1.1.28, uma provável variante brasileira. Surge a pergunta: “Essa nova variante é mais transmissível?” Isso só o tempo vai dizer, no entanto, dentro da Biologia, os organismos vivem se adaptando, evoluindo. Para o vírus, as reações adversas causadas no hospedeiro após a sua transmissão (sintomas graves, internações e óbitos), pouco importam. A estratégia para combater essa variante, ou qualquer outra que vier futuramente, é continuar mantendo o distanciamento social e o uso de máscaras, enquanto aguardamos o tal “dia D e a hora H”, prometido pelo então Ministro da Saúde. Nesse meio tempo, estamos na semana do primeiro dia de aplicação das provas do ENEM, em meio a maior pandemia de nossas gerações. O ENEM representa, para muitos, a oportunidade de buscar uma vida melhor, digna. Porém, existe uma encruzilhada nesse processo: aguardar a vacinação para fazer a prova de forma segura, ou se arriscar para ir atrás de seu sonho, sabendo que ele pode terminar antes mesmo de sair os resultados da avaliação?! Mesmo com os atrasos e a imprudência de politizar algo essencial para o combate ao novo Coronavírus, as vacinas estão próximas de chegar. Os resultados de eficácia global e proteção das duas opções vacinais que teremos em curto/médio prazo – vacinas Coronavac (Instituto Butantan) e Oxford/Astrazeneca (Fiocruz) – devem ser divulgados nos próximos dias e esperamos que sejam aprovadas para uso emergencial pela ANVISA. A vacinação é um bem coletivo e os planos de vacinação precisam cobrir o maior número pessoas dentro de uma população para que ela possa atingir a chamada “imunidade de rebanho”, protegendo àqueles que não são capazes de produzir anticorpos e os que não poderão ser vacinados. Além disso, serão vacinados os grupos prioritários primeiro, então o distanciamento social e o uso de máscaras ainda será essencial. Mesmo sucateado, o SUS é elogiado mundialmente pela sua estrutura de vacinação. Essa é a única maneira de mudar esse placar, que já custou mais de 200.000 vidas só aqui no Brasil. Só assim evitaremos que a “seleção natural”, onde só sobrevivem os mais adaptados, continue ocorrendo.
REFERÊNCIAS:
- “Quando uma cidade sai do trilho, a gente atua”, diz comandante do CPR Recôncavo sobre ações em Muniz Ferreira e Maragogipe
- IFBA realiza encontro de comunicadores em Santo Antônio de Jesus e debate desafios da comunicação institucional
- “Temos cidades há mais de três anos sem homicídios”, destaca comandante do CPR Recôncavo sobre redução da violência
MADEIRO, C. Cientistas encontram variante inédita do novo coronavírus com origem no AM. 2021. Disponível em: . Acesso em 12 de janeiro de 2021.
MARINS, C. As duas vacinas do Brasil tiveram problemas na divulgação de eficácia geral. 2021. Disponível em: . Acesso em 12 de janeiro de 2021.
PRETE, R. L. Diretor responsável pelo ENEM, general da reserva Carlos Roberto Pinto de Souza morre de COVID. 2021. Disponível em: . Acesso em 12 de janeiro de 2021.




