
Santo Antônio de Jesus não pactuou com o laboratório de Diagnóstico Molecular da COVID-19, instalado pela Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) no Centro de Ciências da Saúde (CCS). Ao repórter Itajaí Júnior da Rádio Andaiá FM, o coordenador do laboratório, professor doutor em Doenças Infecciosas, Fernando Vicentini explicou que esteve numa reunião do Conselho de Saúde e o secretário de saúde do município afirmou que não poderia ajudar o laboratório.
“O objetivo inicial era apresentar o laboratório e apresentar as dificuldades que estamos tendo para manter o laboratório aberto. Aparentemente o município não teria interesse porque não temos condições de atender 100% da demanda de Santo Antônio de Jesus, essa é a questão. Para além do uso do laboratório, temos pedido ajuda a sociedade local, estamos pedindo doações para o laboratório, não se trata de convênio”, disse.
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De acordo com ele, Conceição do almeida foi o primeiro município a pactuar com o laboratório e a enviar amostras cotidianamente.
“O município tinha apenas uma unidade de coleta cadastrada ao Lacen, quando abrimos as portas, cadastraram imediatamente uma segunda unidade de coleta que fica disponível para enviar amostra para nós. Jaguaripe, Amargosa e todos os outros municípios que estão negociando fazem a mesma coisa. SAJ tem essas unidades de coleta, a que eles poderiam utilizar para enviar amostra seria a unidade de vigilância epidemiológica, mas o município entende que essa unidade é estratégica para o município, não querem abrir mão dessa estrutura estratégica da saúde para nos encaminhar amostras”, frisou.
No laboratório serão realizados testes de diagnóstico por RT-qPCR, considerado uma técnica padrão ouro para o diagnóstico da Covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) assim como serão realizados estudos de Vigilância Genômica e Epidemiologia Molecular. O Laboratório poderá, após implantação plena e com capacidade máxima, realizar testes clínicos de até cento e cinquenta amostras diárias.
O professor comentou ainda que o laboratório existe desde o começo da pandemia e relata que encontrou dificuldades de acesso com a Secretaria de Saúde desde o ano passado, bem como fazer parte do gabinete de Covid.
“Nunca fomos acessados para nada. Santo Antônio de Jesus foi um dos últimos municípios a assinar o acordo de anuência, entre 48 municípios dos três territórios de identidade que a UFRB está presente. Fico decepcionado pela dificuldade de acesso. A gestão passada tinha assinado o acordo e se comprometido ao mostrar interesse em acessar o laboratório”, salientou.
Segundo ele, o Lacen tem demorado de dez a doze dias para entregar um laudo devido à demanda. A proposta desse laboratório é entregar em 72h, conseguindo manter a média de 48h por ser um laboratório pequeno.
“Essa nossa proposta de oferecer um serviço mais qualificado é, no fim das contas, é uma limitação porque o município tem uma demanda gigante, crescente e precisa de uma estrutura maior, não temos isso, nós nascemos para dar suporte estratégicos aos gestores de saúde, mas também atendemos a população”, pontuou.



