
Imagem: Reprodução/Blog do ValenteSegundo a Anvisa e a Organização Mundial de Saúde OMS, até o momento não há um “tratamento precoce” eficiente para a covid-19. Mesmo com o início da vacinação no Brasil, as notícias relacionadas ao suposto “tratamento precoce” continuam ganhando espaço em decorrência da defesa de alguns médicos e especialistas.
Em coletiva na manhã desta quinta-feira, o secretário de saúde de Santo Antônio de Jesus, Dr. Leonel Cafezeiro falou a respeito do assunto e enfatizou que existe diferença entre a profilaxia, que seria a prevenção de alguma doença, e o tratamento precoce. De acordo Cafezeiro, só é efetivo se as medidas forem tomadas assim que se iniciam os sintomas suspeitos de uma doença, neste caso, da Covid-19. O secretário criticou a postura de algumas pessoas que, por falta de conhecimento, recusam tratamento.
“O que parece, é que nesse país, a imprensa, senadores, todo mundo entende de ciência. Pessoas que não sabe o que um trabalho científico e é politizado no mundo inteiro. A ciência é falível e não é possível receber um ´paciente com sintomas de uma doença grave, que pode levar a óbito e receitar apenas água e dipirona”, pontuou.
Leonel salientou ainda que já foi pedido por especialista à OMS, que o uso de medicamentos fossem autorizados como forma de tratamento, ressaltando que existem casos de pacientes diagnosticados, que iniciaram o tratamento e tiveram bons resultados.
Em relação a Cloroquina, Dr. Leonel disse que, a indicação médica para o uso do medicamento é preciso ter cuidado, por conta de suas reações adversas, no entanto defende a indicação medica, de forma facultativa.
“É decisão do médico prescrever ou não. Eu não posso dizer ao profissional que ele tem que prescrever essa ou outra medicação, isso é responsabilidade dele. E ao paciente, ele também decidirá se tomará o medicamento”, completa.


