
Um aparente surto de esporotricose em gatos preocupa protetores de animais em Santo Antônio de Jesus. Além dos problemas com o cuidado e bem-estar desses animais, a preocupação se tornou ainda maior quando receberam uma ordem de despejo. Essa é uma denúncia feita por cuidadoras de gatos no bairro do Gravatá, em Santo Antônio de Jesus, ao Blog do Valente.
“Recebemos uma ligação informando que eles têm uma ordem de despejo e querem a desocupação imediata do local onde estão os gatos doentes. Em mais um ato de desumanidade, o município demonstra que não se importa com o que está acontecendo na cidade”, relataram.
A exclusão dos animais que vivem em situação de rua torna a ação bastante insatisfatória, criticou as cuidadoras.
“Eu sei que é duro, mas essa é a realidade de diversos gatinhos que vivem nas ruas de Santo Antônio de Jesus. Como eu já disse inúmeras vezes, não temos um centro de zoonoses atuante aqui e tampouco, ações públicas voltadas à causa desses gatinhos”
A denunciante faz um alerta para a doença. Segundo informou, a esporotricose é uma doença especificada como zoonose, ou seja, pode ser transmitida para seres humanos, e tem atingido animais em situação de rua, o que é o maior problema. Os gatos, em especial, adquirem uma forma grave e disseminada da doença.
Ainda conforme informou, o tratamento é à base de antifúngico e quanto antes se iniciar o tratamento, melhores as condições de cura e de evitar a contaminação de outros animais e pessoas.
“Se houvesse uma política pública de castração, haveria controle populacional e não estaria acontecendo isso. É dever do Estado e do município cuidar desses animais. Não tem que sacrificar, tem que cuidar. Tem que ter medicação, um centro de acolhimento e tratamento para esses animais. Em meio a um surto de esporotricose, querem retirar os animais do local onde estão sendo tratados. Fica a questão: “O que faremos com os animais? Queremos uma resposta da Prefeitura de Santo Antônio de Jesus.
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