O radialista Léo Valente, do Blog do Valente e da Rádio Andaiá, criticou a atuação de flanelinhas durante os festejos de São João em Santo Antônio de Jesus. Segundo ele, “guardadores de veículos” cobravam entre R$ 40 e R$ 50 para permitir o estacionamento em vias públicas, mas não permaneciam nos locais durante toda a madrugada para supervisionar os carros. A declaração foi feita no programa Levante a Voz, nesta quinta-feira (26).

O comunicador afirmou que, se houvesse uma ação já no primeiro dia da festa, com apoio da imprensa e fiscalização, isso poderia inibir a ação dos flanelinhas.
“Uma queixa muito grande que nós tivemos, foi em relação a esses flanelinhas, como é o nome, se não teve zona azul, o que as pessoas ficam, eu estava dizendo, eu não vou chamar de zona vermelha, ficou a zona mesmo, ficou zona, inclusive agora eu acredito que dava pra fiscalizar, não dava pra coibir todos, mas se chamasse a polícia no primeiro dia e chama a imprensa pra mostrar, porque o que eles estavam fazendo é crime, é legal isso ou não? É permitido? Não, só no público. Via público, o cara marca, bota aquela fitinha amarela, aí você chega lá 40 reais ou é 50 reais, então assim, se a equipe do trânsito chama a polícia no primeiro dia e pega duas ruas, inibe e a gente divulga isso, a gente faz um vídeo, os outros vão ficar com medo, na hora que virem a polícia.”, disse Léo.
Léo Valente também relatou casos em que flanelinhas chegaram a tentar cobrar de motoristas que estacionavam na frente de suas próprias casas. Em um dos relatos que recebeu, o morador foi abordado e incentivado a guardar o carro na garagem para liberar o espaço para outro motorista disposto a pagar pela vaga.
“Eu tenho certeza que se a prefeitura pedisse as ruas. Ajuda o batalhão pra fazer isso, pra coibir isso, o batalhão ia na hora, o pessoal da polícia ia, então tudo quanto é rua, tudo quanto é lugar, eles impedindo até do cara estacionar na frente da casa dele, teve uma pessoa que disse, eu fui estacionar na frente da minha casa, o cara queria me cobrar, ele disse, oh meu amigo, eu moro aqui, vou entrar na minha casa, ele disse, sim, mas você vai empatar o outro chegar e me pagar aqui, porque você não bota seu carro na garagem, ele ainda falou assim, você não tem garagem não é?”, afirmou.
De acordo com Léo Valente, os flanelinhas se posicionavam principalmente nas áreas de maior fluxo do circuito da festa, com coletes improvisados e fitas amarelas, dando a entender que tinham algum tipo de autorização. No entanto, segundo ele, a cobrança era feita no início da noite e, no retorno, já na madrugada, os motoristas não encontravam mais ninguém.
“Então, e outra coisa, você pagava quem pagou, quando voltava não tinha mais ninguém lá, mas na falta da zona azul, estacionamento no São João de Santo Antônio de Jesus, ficou uma zona, eu sou zona mesmo, o pessoal fazia o jeito que queria, tinha uns que botavam uma farda, você pensava que era colete, aquele, aquela fitinha amarela e preta, ele disse, oh. Eu pago na volta e disse, só faltava dizer assim na volta, não que eu não sei se eu vou estar aqui. Porque a gente chegava no final, sem sair a duas, três horas da manhã, não tinha mais ninguém. Mas ele já foi embora com o dinheiro. Uma pessoa perguntou se lá é o cara que me cobrou. Quando eu estou lá na festa, encontrei ele dançando lá.”, concluiu.
Ver essa foto no Instagram




