Com apenas 23 anos, a atleta Lisandra Esteves, natural de Santo Antônio de Jesus e moradora de Salvador há quase quatro anos, tem se consolidado como um dos grandes nomes do kickboxing baiano. Bicampeã estadual em 2024 e 2025, ela foi convocada para representar a Bahia no Campeonato Brasileiro da modalidade, que acontecerá em setembro, na cidade de Assis, em São Paulo.
Além da rotina profissional como analista de Excelência Operacional, Lis – como é conhecida – mantém uma rotina intensa de treinos, conciliando trabalho, vida pessoal e a preparação para competições. O que começou como um hobbie, hoje é um projeto de vida.
A paixão pelas artes marciais surgiu em 2018, quando passou a acompanhar a mãe em aulas particulares com o mestre Belisco, em Santo Antônio de Jesus. Após um período de pausa, Lisandra retornou aos treinos em 2021, motivada por questões de saúde emocional. No ano seguinte, encontrou no Acasa CT, em Salvador, o ambiente ideal para se desenvolver. Com orientação do mestre Rafael Andrade e o suporte da equipe VIP Combat, começou a trilhar seu caminho no cenário competitivo.
Aos títulos baianos se somam outras conquistas relevantes: Lis foi campeã na categoria 70kg e vice-campeã na 70+ no evento Rainhas Fight, um dos principais do estado.
Agora, com foco total no Brasileiro, ela treina seis vezes por semana, intercalando kickboxing, muaythai, musculação, jiu-jitsu e MMA. Embora suas competições atuais sejam exclusivamente na modalidade de kickboxing, Lisandra já pensa em expandir sua atuação.
“Até pouco tempo dizia que era só um hobbie. Agora estou indo para o Brasileiro e traçando essa jornada até onde a vida permitir. Quero ganhar o nacional, buscar o Sul-Americano e, quem sabe, o Mundial. Meu papel é me dedicar ao máximo e aproveitar cada oportunidade que a vida oferecer”, afirma.
Mais do que medalhas, Lisandra simboliza a força das mulheres nas artes marciais e o impacto da atividade física na saúde mental.
“Voltar ao esporte foi uma forma de recuperar minha força interior. Treinar devolveu o foco, a autoconfiança e a sensação de que sou capaz de enfrentar qualquer desafio, dentro e fora do tatame. Ser e ver outras mulheres nesse espaço é ainda mais poderoso. As artes marciais são sobre disciplina, respeito e superação — e as mulheres têm lugar, protagonismo e voz nisso tudo.”




