
Vitória, de 19 anos, mãe da pequena Ayalla, de 3 anos, denunciou nas redes sociais a dificuldade em conseguir atendimento médico para a filha em Santo Antônio de Jesus. A criança tem um sopro intervetricular no coração e precisa de uma consulta com cardiopediatra antes de realizar cirurgia. Segundo a mãe, o caso já está classificado na regulação como urgente, mas ela não consegue vaga para a filha.
“Ayalla tem um sopro intervetricular no coração, Ayalla precisa de cirurgia, Ayalla precisa de uma consulta com um cardiopediatrico, só que eu moro aqui, sou de Santo Antônio de Jesus Bahia, só que aqui eu não estou conseguindo vaga, Já fui em assistente social Já fui na central de marcação E eu nunca acho vaga E o caso da minha filha Tá um caso urgente Eu tenho regulação Que está como um caso urgente Foi no regional de Santo Antônio de Jesus Eles me deram esse relatório Que o caso da minha filha É um caso urgente Urgente”, afirmou Vitória.
De acordo com a mãe, a criança tem um pequeno buraco do lado esquerdo do coração. Com isso, o sangue que sai do lado direito passa para o esquerdo, o que, segundo ela, não poderia acontecer. Ainda conforme o relato, a filha sente dores no peito e não pode fazer esforço, pois o coração pode não resistir.
“Eu já não sei mais o que fazer, já não sei quem mais recorrer pra poder fazer a cirurgia da minha filha. Ela precisa de uma consulta com um cardiopediatra e depois com um cirurgião. Um cardíaco. Só que eu já tentei de tudo. Tudo. E eu não tô conseguindo vaga. (…) O coração dela é pequeno, porque ela é criança. Vai fazer muito esforço do coraçãozinho dela e pode acabar não aguentando”, disse a mãe.
Vitória afirmou ainda que o hospital não interna a filha, apenas emite solicitações de exames, mas sem encaminhamento para vaga.
“No caso dela agora, mas um caso urgente, qualquer hora pode acabar acontecendo. Eles não internam minha filha. Só me dão uma solicitação de exame, só isso. E eu que corro atrás. Mas eu já fiz de tudo. Fui na central de marcação, conversei com assistente social e só falam que não está achando vaga. (…) Semana passada, minha filha foi pro regional com dor. Ela tá mandando comigo. Do nada ela caiu no chão e falou que tava com dor, com muita dor no peito. Uma criança de 3 anos não vai mentir dizer que tá com dor no peito”, afirmou.
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