Especialista alerta para risco de queimadura com águas-vivas e caravelas

O Verão traz grande movimento para as praias na Ilha de Itaparica e toda a costa baiana atraindo pessoas de diversas localidades. O período exige maior cuidado as crianças, pelo risco de contato com águas-vivas e caravelas.

Especialista no assunto, a pediatra e diretora técnica do Hospital Sokids, Raquel Birne, conta que a caravela pode ser identificada facilmente à distância por sua bolha púrpura ou azulada que fica por cima da água, já a água-viva é transparente e pode não ser percebida.

“Todas duas possuem tentáculos com conteúdo que podem causar queimaduras na pele nos acidentes mais leves e moderados e, em alguns casos, até quadros mais graves, com sintomas sistêmicos como febre, vômitos, alterações no ritmo cardíaco “, destaca Raquel.

Caso a criança entre em contato com um desses animais é necessário utilizar compressas geladas. “Em seguida, o local da lesão deve ser lavado com ácido acético a 5%, sem esfregar a região acometida, e, posteriormente, compressa do mesmo produto deve ser aplicada por cerca de 10 minutos, para evitar o aumento do envenenamento”, alerta a pediatra.

Um equívoco que muitos pais podem cometer é a utilização de água doce para lavagem do local e, de acordo com a especialista, a água doce pode piorar o quadro de envenenamento. Além disso, os tentáculos devem ser removidos de forma cuidadosa, através de uso de pinça ou lâmina por um profissional de saúde. (A Tarde)