Médico esclarece quais remédios funcionam para tratamento da Covid-19

Por meio de um vídeo publicado no Instagram, o médico cardiologista Leonardo Sanches comentou sobre algumas substâncias apresentadas como remédios contra a Covid-19.

Segundo o especialista, a ciência conclui que os medicamentos cloroquina, azitromicina não funcionam no combate ao novo coronavírus.

“No começo da pandemia, acharam que a cloroquina poderia funcionar, mas hoje não há o que mostre para a gente que funciona. O antibiótico azitromicina se tinha a ideia de que poderia combater mas também não funciona”, explica o médico.

No vídeo, ele também discorre sobre as pesquisas envolvendo a ivermectina, medicamento que também não tem comprovação contra a doença. “Não dá para ter resposta disso ainda. Os estudos não trazem uma robustez científica, só levantam hipótese de que a ivermectina teria um potencial benefício”, afirmou, alertando para os perigos de desenvolver hepatite por conta do uso deste medicamento.

Sem a comprovação de eficácia, portanto, médicos manifestam preocupação com uso da ivermectina.

A infectologista do Hospital Cárdio Pulmonar endossa a opinião de Leonardo e acrescenta: “não faz sentido pessoas gastarem dinheiro com esse medicamento, já houve relatos de pacientes que precisaram de transplante de fígado por causa do uso da ivermectina”.

Remédios estudados

Assim como a ivermectina, o tocilizumabe é outro remédio estudado para combater a Covid, porém sem consenso da comunidade científica.”Há estudos que falam bem e outros, mal. Então essa relação conflitante não permite cravá-lo como eficaz no tratamento”, pontuou.

Único com eficácia no combate aos sintomas do novo coronavírus, o corticóide Dexametasona só deve ser usado em casos graves da Covid-19, segundo argumentou Leonardo Sanches.

“O corticoide viria como potente antiinflamatório, reduzindo a resposta inflamatória da doença. Estudos mostram eficiência no uso do Dexametasona em pacientes em estado severo, que estão no respirador ou no oxigênio”, anunciou.

O corticóide, porém, não teria benefícios para casos leves do coronavírus.

O cardiologista finaliza o vídeo, defendendo a necessidade de seguir orientação médica para o tratamento da doença.