Nomofobia: conheça a doença ligada à dependência da tecnologia

Pessoas que desenvolvem a doença possuem outro transtorno primário / FREEPIK

A pandemia está fazendo com que as pessoas usem cada vez mais equipamentos eletrônicos, como computadores e celulares, por esses serem uma das únicas formas para manter o contato com amigos e familiares durantne o período de isolamento social.

O uso de dispositivos tecnológicos tem suas vantagens, mas o exagero pode prejudicar a saúde e levar ao desenvolvimento da doença conhecida como nomofobia.

Essa fobia é caracterizada pela dependência patológica das tecnologias, de acordo com Anna Lucia Spear King,  psiquiatra e coordenadora do núcleo Delete do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

“Para desenvolver nomofobia, a pessoa deve ter algum transtorno primário associado, como ansiedade ou depressão,  o que potencializa o uso desses dispositivos tecnológicos”, destaca a especialista.

A psiquiatra ressalta também que pessoas já diagnosticadas com fobia social têm maior tendência de desenvolver esse medo patológico de ficar longe das tecnologias, aproximando-se ainda mais de um dispositivo específico.

Sintomas e prejuízos

Pessoas que começam a desenvolver a nomofobia apresentam sintomas físicos como suor excessivo quando não possuem contato com os aparelhos eletrônicos, além de problemas na coluna, articulações e visão, esses sendo caracterizados por conta da pessoa não conseguir ficar sem mexer no celular.

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