Dores no peito pós-Covid podem persistir de 6 meses a 1 ano, revela estudo

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Pessoas que tiveram Covid têm risco elevado de apresentar dores no peito de seis meses até um ano após o quadro agudo da doença, aponta um novo estudo realizado nos EUA e divulgado no domingo (5). Esse risco foi maior quando comparado com pacientes que apresentaram um resultado negativo para a doença no mesmo período.

Os dados incluíram atendimentos hospitalares de quase 150 mil pessoas no Centro Intermountain de Saúde, em Salt Lake City, nos Estados Unidos.

Conforme o estudo, a razão de risco multivariada (hazard ratio em inglês, a comparação do risco de duas variáveis distintas, no caso diagnóstico negativo ou positivo para Covid, ou histórico de sintomas cardiovasculares) nos pacientes que tiveram Covid para dores no peito foi de 23%, seis meses após a infecção, e de 19% até um ano, comparado com os que não tiveram infecção prévia.

Esse risco era três vezes maior quando comparado ao grupo controle: 59% de seis meses a um ano após a infecção.

Diversos estudos já mostraram que as sequelas deixadas até mesmo por infecções leves do coronavírus podem persistir por até um ano. Muitos dos pacientes conseguem a resolução dos sintomas, mas os médicos ainda buscam investigar todos os chamados efeitos da Covid longa.

Em 2022, pesquisadores listaram os sintomas mais comuns da Covid longa e quais as suas possíveis implicações. Entre os mais frequentes estão aqueles associados a problemas neurológicos (perda de olfato, perda de paladar, esquecimento, confusão, dificuldade de concentração, problemas de sono, queda de cabelo) e relacionados ao sistema pulmonar (falta de ar, dificuldade para respirar, tosse comprida).