Infogripe indica que VSR e Influenza A ainda estão em alta

síndromes gripais
Foto: reprodução

O Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (23) aponta que as internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente causadas pela Influenza A (gripe) e pelo vírus sincicial respiratório (VSR), continuam em alta na maior parte do país.No entanto, em nível nacional, há sinais de queda nas internações por SRAG tanto na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) quanto na de curto prazo (últimas três semanas).

O estudo destaca que os dados das últimas semanas no Rio Grande do Sul devem ser analisados com cautela devido às fortes chuvas no estado, que podem ter impactado a capacidade de atendimento e os registros eletrônicos de novos casos de SRAG.

Em relação às crianças pequenas, a incidência e a mortalidade pelo VSR continuam em níveis altos. Outros vírus respiratórios que também causam SRAG nessa faixa etária são o rinovírus, a Influenza A e a covid-19.

“Os idosos também precisam de atenção. A mortalidade por SRAG nas últimas oito semanas foi semelhante entre as duas faixas etárias, com destaque para a covid-19 e a Influenza A nos idosos”, alerta a Fiocruz.

O coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, observa que as internações já começaram a desacelerar em algumas regiões.

“Para o VSR, em alguns estados do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, notamos que o crescimento parou ou está diminuindo. Já para a Influenza A, associada ao aumento de SRAG em adolescentes e adultos, a desaceleração já é observada no Nordeste e em parte do Norte e Sul do país”, explica Gomes.

O pesquisador reforça a importância da vacinação contra a Influenza A, que ainda está disponível.

“O uso de máscaras adequadas (N95, KN95, PFF2) também é fundamental, especialmente para os moradores do Rio Grande do Sul, onde as chuvas fortes podem agravar os quadros respiratórios”, alerta Gomes.

Ele ressalta que a vacina e os cuidados são essenciais, pois a queda das temperaturas no estado, combinada com a vulnerabilidade da população, pode levar ao agravamento dos quadros respiratórios.

“Mas o uso da máscara deve ser feito por todas as pessoas, em qualquer região do Brasil, ao ir a uma unidade de saúde ou quando estiverem com sintomas de infecção respiratória”, recomenda.



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