O palhaço deverá ficar tiririca da vida se não tomar posse. Essa grande falha de lentidão na Justiça brasileira acaba deixando o povo confuso. Afinal, determinado candidato é ficha suja ou não? E o próprio ficha suja pede voto ou não? Dá pra entender essa Justiça Eleitoral? Na segunda feira ( 04 ), a notícia foi de que a Justiça aceitou denúncia contra Tiririca, mas porque não aceitou antes?
Acho gravíssimo um deputado que não sabe ler. Vai ser sempre vítima de projetos que ele não consegue entender. Vai ter que confiar o tempo todo nos assessores ou colegas. Ou ainda pior: vai ser somente aquilo que o partido mandar, por não ter capacidade de julgamento. Não é questão de preconceito, mas para se aprovar leis é preciso se ter o mínimo de conhecimento. Não se pode nem ser analfabeto funcional ( aquele que sabe escrever mas não entende nada do que lê ).
Quanto custava o TSE promover um simples teste para que o candidato prove que é alfabetizado? Se houvesse esse teste, com certeza a mulher de Joaquim Roriz não estaria no pleito. A questão é que este assunto já foi abordada antes e a Justiça brasileira deixou ela e Tiricia se candidatarem e serem eleitos.
O analfabeto é vítima de uma situação social. Filhos de pais analfabetos também não receberam destes o devido reconhecimento da importância da educação. É por isso que eu defendo a importância da Bolsa Escola. Quem é contra esse programa é porque não vive a realidade do Nordeste, onde o recebimento de recurso pode tirar crianças do trabalho semi escravo e colocarem elas na escola.
Você que tem o discurso de que Bolsa Escola somente não adianta, certamente teve escola boa paga por seus pais. E, voltando ao caso do Tiririca, ele também não quis se educar depois de adulto. Talvez pense: “Se eu trabalho, sou famoso e ganho dinheiro sendo analfabeto, pra quê vou me alfabetizar agora?” Ele tem talento, é humorista, ou “amorista” como ele diz. Não tem culpa de não ter aprendido a ler, mas tem culpa de ter continuado sem saber ler, por puro comodismo. E nós, os eleitores, não podemos pagar por isso.
Léo Valente




