O repórter da Rádio Andaiá FM, Reginaldo Silva, que fez a cobertura do julgamento do ex-sargento Eduardo Lindote, que perdura até o presente momento. Um dos momentos de mais destaque do segundo dia de júri foi o depoimento do réu, que alegou ser um esposo fiel, pois sua esposa sempre se mostrou ciumenta e à s vezes em que ele saia de casa à noite, inclusive na noite do crime, seria para visitar sua mãe, que já está falecida. Outro momento em que ele chorou foi quando citou sua esposa, que também já faleceu, culpando o Estado pela morte dela, ele afirmou: âquem matou minha mulher foi o Estado, que me prendeu e deixou minha mulher sozinhaâ. Segundo Robson Cavalcanti, advogado de defesa, o desaforamento do julgamento aconteceu por que os jurados poderiam ser âcontaminadosâ pelo poder da mÃdia, conforme o advogado, âa acusação ventilou o caso, fazendo passeatas, condenando o acusado antes mesmo da plenária, ou seja, dando uma morte moral ao meu clienteâ, por causa disso, o julgamento passou a ser realizado na cidade de Santo Antonio de Jesus e não em Ilhéus, onde ocorreu o crime. O advogado comentou que não há provas concretas que levem à condenação do acusado, ele ainda afirmou que âa materialidade é aparente, pois a vÃtima infelizmente faleceu, mas temos que buscar o verdadeiro culpado pelo crimeâ, refletindo que a polÃcia deteve-se a apenas um acusado, sem buscar outra possibilidade, no caso, um cigano que se encontra preso por um caso semelhante em Ilhéus. Quanto a um fio de cabelo encontrado no carro do réu, o advogado falou que a perÃcia constatou que não era semelhante com o da vÃtima, assim como o fato de o ex-sargento ter lavado a garagem depois da ação, Robson comentou que um produto chamado Luminol, que foi utilizado em todo o local e não detectou nenhum vestÃgio de sangue humano. O advogado atribuiu à mÃdia a influência das decisões acerca do caso, para isso utilizou exemplos como o caso do goleiro Bruno e do casal Nardoni. Ele disse que a intervenção da imprensa ajuda a levar a população a condenar o réu mesmo sem provas contundentes, por isso o julgamento foi desaforado, para que não se influenciasse a decisão dos jurados. A linha de defesa do réu é a negação da autoria, pois, segundo o advogado não houve nenhum indÃcio concreto da participação do réu no crime.




