BRASÃLIA – O ministro da Educação, AloÃzio Mercadante, colocou no tamanho do Brasil a culpa pelos problemas com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), durante audiência na Comissão de Educação, do Senado Federal nesta quarta-feira. O ministro afirmou que riscos, como o de vazamento de dados ou extravio de provas, sempre haverá, em função da abrangência e tamanho do exame.
– O MEC não tem culpa de o Brasil ser tão grande e diverso. São 140 mil salas, 400 mil pessoas fiscalizando. E tem de ter um sigilo absoluto. O risco logÃstico sempre haverá â disse Mercadante sobre o exame, que ele acredita ser um 'critério republicano' de acesso à universidade. O ministro demonstrou preocupação com a concentração na procura de determinados cursos, e deu como exemplo o fato de que 41% dos estudantes buscam cursos como Enfermagem , Direito e Pedagogia, entre alguns outros. Mercadante apontou deficiência na formação de matemáticos, fÃsicos, quÃmicos e princialmente engenheiros. Ele afirmou que será criado um programa especial para aumentar o número de engenheiros no paÃs. O ministro também afirmou que há um déficit no número de médicos no paÃs. A relação atual, segundo Mercadante, é de 1,7 médico para cada mil habitantes, enquanto em Cuba, por exemplo, essa relação é de 6,9 médicos, apontou o ministro. Ele citou outros cinco paÃses, todos na Europa, com relação de médicos por habitantes maior que no Brasil. Mercadante defendeu, por várias vezes, a destinação de recursos do pré-sal para a educação. O ministro também citou que um de seus desafios será assegurar a alfabetização dos alunos na idade certa. – Este é um dos grandes desafios. Recuperar o aluno que está fora da idade de série â disse Mercadante. Entre os esforços para a melhoria do ensino público, o ministro da educação falou sobre a distribuição de tablets para alunos e professores da rede pública, e sobre o desafio que os professores têm em lidar com as novas tecnologias. – O quadro negro é um instrumento do século XVIII. O professor do século XX. E os alunos do século XXI. Somos analógicos e eles digital. Se todos os professores vão dominar, não sei. à um mundo novo, mas todos precisamos dominar – disse. Fonte: O Globo





