Brasil entre os maiores 'consumidores'

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta (19) que a economia do Brasil está acelerando no segundo semestre, que vai continuar crescendo e até 2020 o país será um dos maiores mercados consumidores do mundo. “Em 2020 o Brasil será o quinto maior mercado consumidor do mundo”, afirmou Mantega em entrevista coletiva em Paris ao fim de um encontro com presidentes e altos diretores de 14 transnacionais francesas interessadas no Brasil. Para o ministro a economia europeia vai continuar permeada pela crise do euro e que “é preciso se pensar em dois ou três anos para sair desse problema”.

“O mercado europeu vai continuar estagnado nos próximos anos”, disse após enumerar uma série de questões que ainda estão pendentes e com prazos de ativação que os países da moeda única enfrentam, como o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) e a união bancária, o que em sua opinião gera incerteza e dificulta a recuperação. Em reunião nesta terça (18) com Pierre Moscovici, titular de Finanças da França, Mantega, contou que o francês havia mostrado “interesse em que as coisas avancem”, mas insistiu nas diferenças de interesses entre os europeus.

O ministro explicou aos empresários franceses “por que o Brasil reúne as condições para continuar crescendo apesar da crise”, particularmente graças a uma “base sólida” que não existiria nem na Europa nem nos Estados Unidos, influenciados pelos problemas de déficit. Essa base – argumentou – dão margem para realizar programas de infraestrutura com os ajustes de custos. Mantega ressaltou que o Brasil tem “um mercado interno que não para de crescer” com “uma classe média que cresce” e continuará crescendo. Sobre os riscos inflacionários, o ministro afirmou que estão “equivocadas” as previsões dos que preveem que as metas de inflação do Banco Central não serão cumpridas. O ministro brasileiro reprovou a decisão do Federal Reserve dos Estados Unidos da semana passada de comprar massivamente a dívida imobiliária, que prejudica países emergentes como o Brasil, em particular pelo impacto que tem sobre a taxa de câmbio entre o dólar e o real. (Bahiatododia)