Inclusão Social: HRSAJ investe em contratação de pessoas com necessidades especiais

   ESQUERDA PARA A DIREITA (GEIZA MOTA, CARLOS VINICIUS E DÉBORA ANDRADE                                                        Uma das maiores barreiras para as pessoas com deficiência não são físicas, mas sim humanas, afinal elas buscam ser vistas e consideradas como produtivas e capazes, que apenas possuem algumas limitações, como todo o ser humano. No Brasil a questão da inclusão de portadores de necessidades especiais em todos os recursos da sociedade ainda é muito incipiente, mas no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus essa questão social  está sendo trabalhada incentivando na cultura organizacional a igualdade de oportunidades e o respeito às diversidades com a contratação de trabalhadores portadores de necessidades especiais. Geiza Mota, encarregada do setor de  Recursos Humanos da Unidade ressalta que  o preconceito é consequência da falta de informação da sociedade. “O mundo está repleto de pessoas que já provaram que apesar de alguma limitação superaram barreiras, aqui mesmo nosso quadro de colaboradores, temos profissionais que desempenham suas funções de forma exemplar revelando que não existem limites a serem impostos; cada um pode decidir como superar seus próprios limites”, assegura Geiza Mota. A encarregada destaca ainda que  empresas precisam conhecer a realidade das pessoas com limitações físicas e cognitivas, para que saibam que estes profissionais podem ser muito eficazes em determinadas funções. Na Unidade além de ser  trabalhado a questão social, dá-se prioridade a realização  de  um trabalho em conjunto atendendo às expectativas da equipe. Não se trata, portanto, somente de contratar pessoas com deficiência, mas também de oferecer as possibilidades para que possam desenvolver seus talentos e permanecer na empresa, atendendo aos critérios de desempenho previamente estabelecidos. “É importante que as empresas busquem uma função digna e adaptada para o profissional, e não queiram contratar apenas para cobrir sua cota mínima”, concluiu Geiza Mota.

SAIBA MAIS – A inclusão conceitua-se como o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais, pessoas consideradas diferentes da comunidade a que pertença. Ela ocorre num processo bilateral no qual as pessoas, ainda excluídas, e a sociedade buscam juntas, equacionar problemas, discutir soluções e buscar oportunidades para todos. Incrementar a diversidade é promover a igualdade de chances para que todos possam desenvolver seus potenciais. No caso das pessoas com deficiência, devemos começar garantindo-lhes o direito de acesso aos bens da sociedade – educação, saúde, trabalho, remuneração digna etc. (AQUINO, 1998).

Carlos Vinicius (33 anos) – “Esta é minha primeira oportunidade profissional e melhor ainda porque é com carteira assinada; infelizmente ainda existe o preconceito, mas graças a Deus aqui no Hospital Regional  trabalho com tranqüilidade, todos nós somos amigos e com um ambiente assim é muito melhor trabalhar, agradeço a todos pela oportunidade de estar desenvolvendo meu trabalho mesmo com minha limitação auditiva”.

Débora Andrade (28 anos) –  “Eu comecei a trabalhar aqui no hospital como técnica de enfermagem e agora estou como auxiliar administrativa porque optei trabalhar  em um setor que eu pudesse me dedicar mais e desempenhar melhor minhas funções; o que percebo aqui é que há uma integração excelente entre os funcionários, não vejo discriminação pelo fato de eu ter uma 'deficiência', pelo contrário aqui todos fazem questão de conversar, trabalhar em espírito de equipe”.

Andréa Sued Ascom HRSAJ