Turbulência entre governador e oficiais pode sinalizar nova greve da PM na Bahia

O anúncio da Associação dos Oficiais da PM baiana (AOPM-BA) na televisão dizendo que o governo não cumpriu a palavra no pagamento de um reajuste soou forte no governo e na sociedade, com compreensíveis motivos. É algo tão inédito quanto surpreendente.Não há precedente na história. E revela a vastidão da distância entre o governo e a oficialidade gerada por uma lógica ululante, a total falta de diálogo das partes.Que o governador Jaques Wagner tem dificuldades com a PM sempre se soube. Mas a frase que fecha o anúncio é emblemática. Quem promete e não cumpre, merece confiança?Parece uma pergunta mas é uma resposta. A Associação dos Oficiais não apoiou a greve de fevereiro. Agora acha que calculou mal: ficou contra os praças e não recebeu a recíproca do governo.  A relação se deteriorou quando a AOPM ganhou na Justiça uma questão relativa à GAP, só paga em parte. O presidente, o Ten-Cel. Edmilson Santos mandou carta para o governador cobrando o cumprimento da decisão.  O governo não gostou e deu a resposta: instaurou inquérito contra Edmilson.

Edmilson não gostou e deu a resposta: é o comercial que se vê na tevê.  Nas outras vezes que o governo viu sinais de turbulências subestimou e se deu mal.  Agora, novos sinais estão aí.(Levi Vasconcelos, Coluna Tempo Presente )Nossa OpiniãoA Associação dos Oficiais da PM já mostrou que está contra o governo. Não se surpreenda se houver uma nova conversa de greve, principalmente se o governo não assegurar o que prometeu.