O promotor Julimar Barreto, em entrevista ao repórter Tino Alves, falou a respeito da retirada dos ambulantes e baianas de acarajé do Centro da cidade de Santo Antonio de Jesus.
Dr. Julimar reconheceu a importância das baianas para a cultura brasileira , no entanto, salientou que esta atividade também deve ser disciplinada. ?Não se está querendo proibir a baiana de vender seu acarajé, pelo contrário, está querendo disciplinar, como ocorre em outros municípios?, esclareceu. Ele citou como exemplo,a cidade de Salvador, onde segundo o mesmo, no bairro Amaralina, todas as baianas foram colocadas em um único espaço, além disso, comentou sobre a higiene que é necessária na produção deste tipo de alimentação.
?Em Salvador as baianas podem ficar no passeio, mas tem de deixar espaço de 1m para os pedestres. Aqui quando se procura organizar, cria-se a maior celeuma, dizendo que estão querendo proibir a atividade das baianas. E isso não é verdade. Estamos querendo disciplinar?, explanou.
A confusão com as baianas de acarajé começou quando uma senhora que diz trabalhar há quarenta anos no mesmo local foi proibida de vender no meio da rua. Segundo o promotor, a intenção é apenas ordenar, sendo que esta baiana poderia ser deslocada para Praça Padre Mateus ou outro espaço, que segundo ele, poderia ser até mais lucrativo para a mesma.
Explicou também que a baiana não direito adquirido ao espaço público pelo tempo de trabalho no local. ?A prefeitura não agiu com uso de poder. Houve um comunicado antes em todas as rádios. A prefeitura não tinha obrigação de notificar individualmente cada baiana . A baiana queira ou não, é ambulante”.
Blog do Valente/ Nadia Santos




