Delegada do CREMEB de S. A. de Jesus aborda sobre paralisação dos médicos

Os médicos fizeram uma paralisação nacional nesta quinta-feira (24) em protesto contra os honorários pagos pelos convênios médicos. Dr. Vilma Reis, delegada do Conselho Regional de Medicina da Bahia-CREMEB, em Santo Antônio de Jesus, disse que nos anos anteriores, a adesão dos médicos na cidade foi excelente, pois eles tem tido a consciência que é uma luta da classe médica em defesa da sociedade e do livre exercício da medicina. ?Nós ainda estamos colhendo as respostas de como foi esta paralisação, mas dentro do que chegou ao meu conhecimento é que foi uma adesão maciça pelo nível de consciência que os médicos estão tomando de que precisam defender sua profissão?, pontuou.

A manifestação foi de apenas 24 h e os médicos  já voltaram a atender nesta sexta-feira. Segundo Dr. Vilma, esta paralisação foi um alerta, pois novas medidas serão tomadas. ?Não queremos fazer aqui na cidade, como alguns médicos da capital que não atendem mais pelo plano de saúde?, ressaltou.

Ainda explicou que os médicos têm recebido os honorários de uma consulta pelo plano de saúde após sessenta dias do atendimento, pois são 45 dias úteis depois que se manda a fatura, sendo que, às vezes , quando a duplicata chega, vem sem justificativa e o plano  resolve não pagar. ?Hoje tudo é via eletrônico, tudo é com código e cada convênio  tem um identificador diferente, o qual não paga determinado material de melhor qualidade que outro paga. Por isso, exige a presença de profissionais especializados, pois são coisas extremamente trabalhosas e ,às vezes, o médico perde tudo que faturou no mês e tem de recorrer nos próximos 60 dias, sem saber quando receberá, pois o convênio tem até 6 meses para informar se fará o pagamento?, esclareceu.

Quando questionada se haverá novas paralisações, a entrevistada informou que as negociações continuarão. ? Estão marcadas novas reuniões com os planos de saúde nos próximos dias e a comissão de honorários médicos do CREMEB é que está à frente disso. Provavelmente, vamos precisar ter novas paralisações. Não é uma questão só de honorários, pois estamos defendendo o direito de nossos pacientes terem o melhor atendimento dentro do livre exercício da medicina?, concluiu.

 

Blog do Valente/ Nadia Santos