Diferente da maioria dos enterros, a dor, o choro e a comoção não foram as únicas marcas do adeus ao estudante Itamar Ferreira de Souza, 25 anos, encontrado morto sábado em uma fonte, no Largo do Campo Grande. É que, enquanto participavam do velório no Cemitério Campo Santo, na manhã de ontem, amigos e familiares recebiam a todo o momento informações sobre o crime ? o que não só ampliou o desejo de justiça como deu margem a cobranças por segurança. Parentes, colegas e professores da Ufba pediram a punição dos culpados.
Pai e mãe de Itamar estavam inconsoláveis, sem forças para falar. Mas não faltou quem cobrasse um trabalho rigoroso da polícia. ?O momento é de perplexidade e de solidariedade com a família, mas também de cobrar uma investigação exemplar do caso?, disse a reitora da Ufba, professora Dora Leal, presente no sepultamento. Ao saber que dois dos quatro envolvidos no assassinato haviam sido presos, o irmão de Itamar, Moisés Ferreira, desabafou aos prantos: ?tem que achar todo mundo. Eu quero justiça, meu Deus?. O número de pessoas que marcou presença no sepultamento mostrou o quanto Itamar era querido. ?Uma unanimidade. Se relacionava muito bem com todos, com funcionários, professores e alunos. Agora é com a polícia, né??, disse Giovandro Ferreira, diretor da Faculdade de Comunicação (Facom), onde Itamar cursava Produção Cultural. (Correio)




