Insegurança: escolas sofrem atentado e arrastão na mesma semana

Segundo os estudantes, os disparos foram feitos próximo a um corredor de salas. Os alunos relatam que no momento houve muita correria e desespero na escola.Jacó foi socorrido por uma ambulância para o Posto Nelson Barros, em frente ao colégio, e transferido em seguida para o Hospital Roberto Santos, onde passou por  cirurgia. Segundo a assessoria da unidade, quatro disparos acertaram o adolescente, que não corre risco de morte.MotivaçõesO agressor não é conhecido de nenhum dos cerca de 20  estudantes ouvidos pelo CORREIO na porta da escola, mas a direção da unidade confirma que vítima e agressor são alunos do colégio e que não têm histórico de brigas ou discussões na escola que pudesse justificar a agressão.Segundo a diretora da escola, Edmar Passos, o autor estava devidamente fardado, mas a vítima estava calçada com sandália, em vez do tênis. ?Quando uma funcionária do colégio estava questionando o motivo para ele estar de sandália, simplesmente foi surpreendida com o aluno que sacou a arma e começou a fazer os disparos. E logo depois fugiu?, conta.Segundo a mãe de Jacó, Laudicélia Silva, o rapaz não apresentou mudanças no comportamento nos últimos dias e não havia reclamado de problemas no colégio. ?Não sei por que esse rapaz fez isso com meu filho. Ele é um menino bom, tranquilo e muito querido pelos vizinhos e na escola?, disse, emocionada, no hospital.Colegas confirmam o temperamento pacífico do jovem. ?Ele é meio nerd, não tem namorada, super tranquilo, a gente não entende o que pode ter acontecido?, comentou uma estudante. ?Ele fala com todo mundo, não parecia ter inimizades?, completou uma colega.Segundo levantamento dos investigadores da polícia, vítima e autor são vizinhos na Vila Praiana, em Lauro de Freitas. Jacó mora na Rua Gregório Pinto; já o agressor mora na Rua Seis do mesmo bairro.  A delegada Dilma Leite, da 23ª Delegacia, responsável pela investigação, coletou depoimentos dos pais do agressor, da diretora e da vice-diretora e de professores. O agressor não havia sido localizado até o fechamento da edição, às 22h. (Correio)