SAJ: Polêmica sobre muros do conjunto habitacional

A  Presidente da Associação dos moradores do conjunto residencial Zilda Arns, Joilza Renati, do projeto habitacional  ?Minha casa, Minha vida?, em entrevista a Rádio Andaiá FM, falou sobre sua participação na Tribuna livre da câmara de vereadores do município. O objetivo em participar da Tribuna livre segundo  a mesma, foi justamente para solicitar ajuda do Ministério Público, Prefeitura e Câmara municipal,  para que estes  concedam o direito aos moradores do conjunto habitacional a fazerem o muro nas suas residências. Ainda conforme Joilza, não há segurança no local.

 ?A minha vizinha, um rapaz entrou para matar outro dentro da casa dela, o rapaz veio correndo e aí ela tava na porta, sentada com as duas filhas dela e o cara invadiu  e em seguida entrou uma outra pessoa e disse, ou você manda esse cara embora ou eu mato ele aqui na sua casa. Quer dizer, ela estava na porta de casa, no batente, sentada, em um dia de domingo com as duas filhas, ela teve que colocar o cara pra fora e isso aconteceu o cara levou dois tiros, na porta da casa dela. Talvez se houvesse um muro, esse cidadão não ia invadir a casa dela?, narrou.

Segundo Joilza Renati, o MP solicitou   que os muros sejam retirados, pois estão em situação irregular, entretanto, a mesma alega que não estão, pois os muros foram construídos no terreno que pertencem a casa dos moradores.

A mesma argumentou que  todos os moradores  esperam que os  vereadores os  ajudem a deixar o muro no local, que padronize se necessário, mas que continuem com o muro, pois é a única segurança que eles possuem.

Sobre a informação de que não poderiam fazer o muro, a presidente da associação relatou que, ?disseram que após cinco anos  a gente podería  fazer o muro, mas não temos documento nenhum  por escrito dizendo que não podería fazer, não existe esse documento e se existe eles não deram pra gente, até porque os contratos da casa foram 80 assinaturas  e a gente não leu documento nenhum, simplesmente assine, assine?, contou.

A câmara de vereadores através do seu presidente informou que  irá solicitar os contratos junto a Caixa Econômica Federal e até possibilitar um encontro com o Ministério público, para tratar desse assunto. Sobre essa atitude da câmara, Joilza Renati contou que  a principio irá atender o anseio dos moradores, uma vez que estes não estavam sendo ouvidos nem pela Caixa nem prefeitura  e a única forma que encontraram foi procurar a câmara e pedir ajuda.

Referente à polêmica dos muros, e a solicitação de ajuda a câmara de vereadores pela presidente da associação dos moradores,   o presidente da câmara de vereadores  Marcos Có  disse,  ?nós iremos solicitar  da Caixa um contrato que foi feito nessa parceria do Governo Federal através da Caixa Econômica com a Secretaria de Associação Social para verificarmos realmente  se existe nesse contrato a possibilidade da construção desses muros. Iremos formalizar esse ofício  para que a Caixa nos responda a respeito dessa situação a nível de questão realmente técnica,  em relação a possibilidade de realmente fazer esse muro ou não; tendo em vista que já temos a informação, que o MP entrou com intervenção para a não realização desses muros?, contou.

Sobre a solicitação dos vereadores em haver um encontro com o Ministério Público, para tratar desse assunto, o presidente relatou que é importante, pois o MP é um fiscal da lei, e frisou sobre a parceria da câmara de vereadores com os órgãos competentes e MP, a fim de buscar esclarecimentos na parte administrativa.

A respeito da previsão referente à solicitação do contrato junto a Caixa Econômica Federal, o vereador informou, ?nós iremos solicitar hoje, 16/04 por escrito que a Caixa nos informe em que pé está, para que  daí possamos mediante  o que a Caixa oferecer nessa resposta, anexar junto ao MP”.

No tocante a essa polêmica, uma ouvinte de prenome Cláudia moradora do programa habitacional Minha casa minha vida, relatou  que  a construção dos muros só beneficia as casas da esquina, pois  as  casas que estão localizadas no meio ficam sem ventilação, inclusive a sua. A mesma ainda argumentou que possui duas filhas e que por conta do abafamento  que os muros provocam, as mesmas estão com falta de ar.

Sydna Rodrigues