O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça (16) que as críticas ao serviço obrigatório de dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS) para estudantes de medicina são seletivas. A medida é um dos pontos da Medida Provisória (MP) do Programa Mais Médicos, encaminhada pelo Executivo ao Congresso Nacional na semana passada.
?Porque é que no Fies [Financiamento Estudantil] tem 24 mil estudantes que vão ficar oito anos trabalhando no SUS para pagar e ninguém criticou? Querem a resposta? Porque são estudantes de medicina pobres. Ninguém criticou, ninguém questionou?, disse o ministro. Ele falou com jornalistas pouco antes de encontrar a presidenta Dilma Rousseff em audiência no Palácio do Planalto.Mercadante defendeu a aplicação do segundo ciclo de estudos no SUS a todos os estudantes de medicina, e não apenas aos de escolas públicas, pois entende que esse é um critério de formação. Ele disse não acreditar que as críticas ao modelo proposto pelo governo resultem de preconceito de estudantes ricos com o SUS. ?Não, espero que não. Eles vão ter grande experiência de vida, pois esse é um sistema generoso, um sistema solidário?.
Nossa opinião:
Esta discussão é interessante. É claro que os médicos vão fazer suas manifestações, pois mudar de uma hora para outra sem haver uma discussão com os médicos e a própria sociedade não é muito comum. O PT, o governo, se queixava que os governos anteriores faziam isso. A discussão tem de ter.



