O Brasil está ?na infância? em temas como segurança cibernética, admitiu nesta quarta-feira, 10, o ministro da Defesa, Celso Amorim, em reunião da Comissão de Relações Exteriores do Senado. ?As vulnerabilidades existem e são muitas.? Ele ressalvou, por outro lado, que o Brasil não está sozinho nessa situação. O próprio Leon Panetta, secretário de Defesa dos EUA, segundo Amorim, reconheceu o risco de seu país viver um ?Pearl Harbor cibernético?.
Países europeus, como a Alemanha, foram igualmente pegos de surpresa pela dimensão do suposto monitoramento de seus dados. O sistema brasileiro é particularmente frágil porque os softwares de segurança são todos estrangeiros. ?No meu computador, por exemplo, eu aperto um botão e ele deve ligar direto com a Microsoft?, comentou Amorim. ?E sou ministro da Defesa.?
Ele defende o desenvolvimento de equipamentos e programas brasileiros. O país é vulnerável, também, porque todas as comunicações, ?incluindo as de Defesa?, passam por um satélite que não é brasileiro. ?Isso torna mais frágil a segurança?, frisou o ministro. O governo do Brasil prepara a montagem de um satélite geoestacionário brasileiro. ?É prioridade da Defesa, até mesmo porque ela terá uma faixa própria?, informou. (Estadão)



