Audiência de instrução do caso New Hit será retomada nesta terça

A audiência de instrução da suspeita de estupro envolvendo integrantes da banda de pagode New Hit serão retomadas nesta terça-feira (3), em Ruy Barbosa, cidade distante cerca de 300 km de Salvador. Desta terça até quinta-feira (5), réus, supostas vítimas e testemunhas serão ouvidas pela juíza que preside a ação penal juntamente com o promotor e os advogados das partes.

O caso completou um ano no dia 28 de agosto, sem desfecho. No ano passado, 9 integrantes do grupo foram presos sob a suspeita de estupro contra duas adolescentes de 16 anos, após um show realizado em trio elétrico em Ruy barbosa. Mesmo sem desfecho, acusação e defesa acreditam que o processo está perto de chegar ao fim. Entre os envolvidos no caso, estão dançarinos, um segurança que policial militar, o cantor do grupo e outros músicos da New Hit.

Sem definição do caso na Justiça, as duas adolescentes foram encaminhadas ao Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM) em setembro de 2012. No entanto, Ailton Santos Ferreira, Superintendente da Secretaria da Justiça Cidadania e Direitos Humanos, que gere o PPCAAM, afirmou ao G1 que uma das jovens deixou o programa em abril de 2013 após solicitação da mãe.

Os músicos retomaram a rotina de shows ainda em 2012. No dia 30 de dezembro eles realizaram, em Feira de Santana, a cerca de 100 Km de Salvador, a primeira apresentaçãoapós serem presos. No dia 5 de outubro, a participação da banda New Hit no Festival de Pagode, na capital baiana, foi cancelada. Na ocasião, a assessoria da banda alegou que os integrantes da New Hit não tinham condições psicológicas para realizar a apresentação.

O casoO suposto estupro teria ocorrido quando os integrantes da banda receberam as jovens no ônibus do grupo. Nove integrantes da New Hit ficaram presos 38 dias sob a suspeita de envolvimento no abuso. Eles foram soltos no dia 3 de outubro de 2012 mediante um pedido de habeas corpus. Um policial militar que fazia a segurança do grupo também é suspeito de ter sido conivente com o crime. Todos eles, inclusive o PM, foram indiciados por estupro e formação de quadrilha no dia 25 de setembro.

A promotora Marisa Jansen, que acompanha o processo, acredita que há provas reais que comprovam que as adolescentes sofreram abuso. “O conjunto probatório colhido e encartado aos autos é robusto, contundente, confirmando que as adolescentes foram vítimas de estupro coletivo, no interior do ônibus da banda New Hit. Uma das vítimas era virgem. Seus depoimentos são coerentes e estão em perfeita harmonia com as demais provas, não se podendo olvidar que em crimes contra a liberdade sexual a palavra da vítima tem grande validade como prova e, via de regra, é elemento de convicção de alta importância. O Ministério Público acredita que os réus serão, sim, condenados”, enfatiza. (G1)