O governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu a atuação da Polícia Militar durante o protesto de sábado em São Paulo contra a realização da Copa no Brasil. No ato, adeptos da tática “black blocs” depredaram agências bancárias, lojas e um carro da Guarda Civil Metropolitana. Participantes também acusam a PM de reprimir violentamente manifestantes pacíficos.
Alckmin classificou como “lamentável” a ação de mascarados e afirmou que a polícia evitou uma “tragédia” ao impedir que o grupo seguisse em direção à praça da República, onde acontecia um show em comemoração ao aniversário da cidade. “Estava tendo uma apresentação, um show com muitas crianças, famílias e idosos”, disse o governador.
Alckmin, porém, não comentou o caso dos policiais que balearam um manifestante de 22 anos em Higienópolis. Ele disse que não tinha informações detalhadas sobre o caso.O prefeito Fernando Haddad (PT) não se pronunciou ontem sobre os protestos. Anteontem, disse à Folha lamentar os “atos de violência, vandalismo e depredação”.
A presidente Dilma, que está em viagem oficial a Cuba, não comentou os protestos de anteontem até a conclusão desta edição.
A Folha apurou, porém, que os episódios acenderam sinal de alerta no Planalto, que teme que a violência verificada ontem em São Paulo insufle outros protestos pelo país, como aconteceu em junho do ano passado.
O governo diz que reforçará nesta semana a estratégia de procurar líderes de movimentos sociais para aumentar o diálogo com as camadas insatisfeitas da população.
FIFA
Organizadora da Copa do Mundo ?alvo da manifestação de sábado em São Paulo e em outras 12 capitais?, a Fifa disse respeitar o direito da população de brasileira, mas condenar qualquer forma de violência.
Por meio de sua assessoria de comunicação, a entidade afirmou estar confiante de que o plano de segurança elaborado pelas autoridades brasileiras vão garantir que fãs, delegações e mídia.
O plano de segurança foi bem-sucedido durante a Copa das Confederações e é baseado em modelos usados em Copas anteriores. O Comitê Organizador Local da Copa afirmou que qualquer protesto ocorrido é questão de segurança pública. (Folha)


