A senhora Ana Maria Crispiniano, mãe do menor de iniciais E. L. J. B., 15 anos, acusado de ser um dos responsáveis pelo assassinato ao policial civil, Jerry Melo, em entrevista cedida à rádio Andaiá FM, falou sobre o momento em que sentiu falta do filho em casa e sobre o comportamento do mesmo.
Ana Maria não soube precisar o momento em quem o filho saiu de casa, segundo ela, ele entrava e saia o tempo todo. ?Ele chegou todo suado, perguntei o motivo e ele disse que estava suado e só. Subiu e tomou banho. O tempo em que ele saiu e voltou, durou cerca de 20 minutos somente. Entre 19h30 e 20 horas. No momento que a Civil chegou a minha casa, eu estava na casa de uma vizinha e meu filho no quarto dele, com uma amiga?, disse.
O menor já teve passagem na polícia, por duas vezes. Uma por compra de droga no bairro do loteamento Sales, e outra por ser surpreendido pulando o muro de uma residência no bairro Minha Casa, Minha Vida, também com posse de droga. ?Isso foi no dia 10 de fevereiro. Ele foi aconselhado e liberado. Tentava ajudar ele, prometi que iria internar, aconselhei?.
Questionada sobre as medidas que serão tomadas diante do homicídio cometido, a mãe do menor é firme ao afirmar que ele deverá pagar pelos atos. ?Se ele realmente cometeu, terá que pagar. Ainda não tive conversa nenhuma com ele?, afirmou.
O pai do menor não residia mais na casa com o menor, mas Ana Maria afirma que os dois possuíam uma boa relação. ?Ele é louco pelos filhos. Batia para que eles não se metessem em nada errado, pois é um homem muito direito?.
E.L. J. B estuda na Escola Florentino Firmino de Almeida, trabalha fazendo bicos em um lava-jato. Ana Maria diz desconhecer que o filho chegasse em casa com objetos caros, que não fossem compatíveis com o padrão de vida da família. ?Ele chegou em casa com um celular, perguntei de quem era e em seguida devolvi para o rapaz que havia emprestado a ele?.


